Tanque NovoBA
17.770 habitantes · IBGE 2931053
Resumo socioambiental
Tanque Novo/BA apresenta déficits estruturais em saneamento básico, situando-se abaixo da mediana nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 59,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 29 do país — apesar do avanço de +10,2% desde 2008, a série mostra oscilações e até recuo entre 2019 e 2021. A perda de água, de 29,1% em 2022, é elevada e cresceu 71,6% desde 2008, embora ainda fique próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (35,0%), indicando ineficiência operacional que penaliza a própria cobertura.
O quadro de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Os últimos dados disponíveis (2010) indicam coleta de 100%, mas sem nenhum tratamento (0,0%), contra medianas nacionais de 87,8% (coleta, 2021) e 37,7% (tratamento, 2022). Essa ausência de tratamento é coerente com o indicador de destino inadequado de domicílios, que embora tenha caído de 54,1% para 44,5% entre 2010 e 2022, permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 89 — entre os piores do país. A coleta domiciliar de resíduos, em 54,4% (2022), também está distante da mediana nacional (76,9%), reforçando um padrão de infraestrutura sanitária aquém do necessário.
Do lado climático, o município mostra sinais positivos: as emissões totais de GEE caíram de 118.984 tCO₂e (2010) para 29.002 tCO₂e em 2024, redução de 75,6%, ficando no percentil 11 nacional — ou seja, entre os menores emissores comparados. Contudo, essa queda é puxada por outros setores, pois emissões de energia (39.156 tCO₂e, percentil 65) e de resíduos (6.142 tCO₂e, +41,5% desde 2010, próximo da mediana nacional) seguem em trajetória de alta, esta última coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto. A presença de 162 MW de potência eólica instalada (percentil 59) é um ativo positivo para a matriz energética local.
Por fim, os registros hídricos de 2016 mostram vulnerabilidade à seca, com 12 registros observados pela ANA, no percentil 90 nacional, contra nenhum registro de cheia. Combinados, os indicadores sugerem que Tanque Novo enfrenta prioritariamente desafios de infraestrutura de saneamento e de resiliência à seca, enquanto o desempenho em emissões totais é comparativamente favorável — exigindo atenção principalmente ao tratamento de esgoto e à gestão de resíduos para sustentar os ganhos ambientais já obtidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
29.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
162 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
162 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
29.002 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.142 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.156 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
