TaperoáBA

18.571 habitantes · IBGE 2931202

IA

Resumo socioambiental

Taperoá/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 60,7% em 2022, com salto recente após anos de estagnação em torno de 50%, mas ainda fica bem aquém da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 31. A coleta de esgoto, por sua vez, recuou para 70,5% em 2021 (variação de -11,9% desde 2010), e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde ao menos 2011 — situação que contrasta com a mediana nacional de 37,7% e evidencia ausência total de infraestrutura de tratamento sanitário, apesar de a coleta ainda superar a média da Bahia (63,0%).

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o cenário é ainda mais preocupante: apenas 37,4% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de -28,9% desde 2010, e 39,4% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da UF (17,1%), colocando Taperoá no percentil 85 (pior extremo). Esse déficit de gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos somaram 6.918 tCO₂e em 2024, com alta de 69,5% desde 2010, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e), num padrão coerente com a baixa cobertura de coleta.

No balanço hídrico, há um ponto positivo relevante: a perda de água caiu para 10,3% em 2022 (redução de -60,1% frente a 2009), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 8 — indicando eficiência operacional na distribuição, mesmo com cobertura ainda limitada. Já a segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,281), sinalizando vulnerabilidade futura que pode ser agravada pela baixa cobertura de água e esgoto atuais.

As emissões totais de GEE do município somaram 219.884 tCO₂e em 2024, com alta acumulada de 72% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 63. As emissões de energia mais que dobraram no período (+105,8%), atingindo 14.624 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional. Em síntese, Taperoá enfrenta um desafio estrutural duplo: déficit histórico em saneamento (especialmente tratamento de esgoto e destinação de resíduos) e trajetória crescente de emissões, o que reforça a necessidade de investimentos articulados em infraestrutura sanitária como estratégia simultânea de saúde pública e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.6%

2024

30
11.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

35.3%

2023

55.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

17.3%

2024

82
26.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.4%

2022

7
28.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.4%

2022

15
16.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

219.884 tCO₂e

2024

37
72.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.918 tCO₂e

2024

46
69.5% no período

Emissões de energia

SEEG

14.624 tCO₂e

2024

55
105.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.