TapesRS

14.938 habitantes · IBGE 4321105

IA

Resumo socioambiental

Tapes/RS apresenta quadro socioambiental com avanços expressivos no abastecimento de água, mas defasagem crítica no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 91,7% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 80 do país. A perda de água, por sua vez, caiu para 15,5% em 2024 (indicador de maior=pior), também favorável frente à mediana nacional (29,1%) e à UF (39,4%), embora a série mostre oscilação relevante, com pico de 31,5% em 2017.

O esgotamento sanitário, entretanto, é o principal ponto de atenção. A coleta de esgoto está em apenas 5,2% (2024), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (47,8%), colocando Tapes no percentil 5 — entre os piores do país nesse quesito. O tratamento de esgoto, em 12,5% (2024), também é inferior à mediana nacional (33,3%) e à UF (30,1%), apesar do crescimento acentuado desde 2021. Essa lacuna estrutural é coerente com a existência de apenas 1 ETE no município (2020), o que limita a capacidade de tratamento mesmo com eventual ampliação da coleta.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 329.420 tCO₂e em 2024, redução de 27% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 72. As emissões de resíduos, ao contrário, cresceram 19,6% no período, alcançando 8.283 tCO₂e (2024) — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos e esgoto, já que a baixa cobertura de coleta e tratamento sanitário tende a pressionar esse componente de emissões.

Em síntese, Tapes combina um sistema de abastecimento de água relativamente eficiente e emissões de energia decrescentes (27.482 tCO₂e em 2024, -26,7% desde 2010) com um déficit histórico grave em esgotamento sanitário, que exige investimento prioritário. O destino inadequado de resíduos domiciliares, em 3,1% (2022), mostra melhora significativa frente a 2010 (6,7%) e é favorável à mediana nacional (14,9%), indicador que contrasta com o atraso do esgoto e sugere que os esforços de gestão de resíduos sólidos urbanos têm sido mais eficazes que os de saneamento básico.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.7%

2024

80
27.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.2%

2024

5
2621.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.5%

2024

35
6463.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.5%

2024

86
48.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.5%

2022

65
9.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
54.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

329.420 tCO₂e

2024

28
27.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.283 tCO₂e

2024

40
19.6% no período

Emissões de energia

SEEG

27.482 tCO₂e

2024

42
26.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.