TapiraíSP

8.122 habitantes · IBGE 3553500

IA

Resumo socioambiental

Tapiraí/SP apresenta quadro socioambiental misto, com destaque positivo no saneamento de esgoto e sinal de alerta no abastecimento de água. A cobertura de água caiu de forma abrupta para 49,4% em 2022, revertendo uma trajetória de crescimento sustentado desde 2008 (quando era 61,9%) e situando o município muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado de São Paulo (95,2%), no percentil 19 — um recuo que merece investigação, já que rompe uma série historicamente estável acima de 65%. Em contraste, a coleta de esgoto atingiu 89,9% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%), e o tratamento chegou a 92,1% em 2022, muito superior à mediana do país (37,7%) e à média estadual (69,6%), colocando o município no percentil 85 nacional — desempenho consistente com a existência de 2 ETEs locais, acima da mediana nacional de 1 unidade.

A perda de água na distribuição, de 29,3% em 2022, está em linha com a mediana nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (32,1%), indicando que a queda na cobertura não está associada a piora na eficiência da rede, mas provavelmente a fatores operacionais ou de gestão do serviço. Do lado dos resíduos sólidos, houve avanço expressivo: o destino inadequado de domicílios caiu de 15,0% (2010) para 5,6% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar estadual (1,0%). Esse progresso, no entanto, não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 14,6% entre 2010 e 2024, atingindo 5.282 tCO₂e — ainda assim próximo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

No balanço climático, Tapiraí figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -122.819 tCO₂e em 2024, resultado da intensificação do sequestro florestal (queda de 60,6% no saldo desde 2010), colocando o município no percentil 2 nacional (quanto menor, melhor nesse contexto de saldo negativo). As emissões de energia também recuaram 26,9% no período, para 10.279 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A segurança hídrica registrada (índice 5,000, projeção 2035) supera a mediana nacional (4,000) e a estadual (3,881), no percentil 100, sem registros de cheias ou secas em 2016 — panorama positivo que reforça a necessidade de priorizar a recuperação da cobertura de água como principal lacuna a ser enfrentada pela gestão municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.5%

2024

39
1.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.9%

2024

47
26.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

91.5%

2024

93
33.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

49
25.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.7%

2022

53
7.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

73
62.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2015

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

69 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

69 MW

2024

81
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-122.819 tCO₂e

2024

98
60.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.282 tCO₂e

2024

56
14.6% no período

Emissões de energia

SEEG

10.279 tCO₂e

2024

64
26.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.