TaquaranaAL

19.422 habitantes · IBGE 2709103

IA

Resumo socioambiental

Taquarana/AL apresenta quadro socioambiental preocupante, marcado por saneamento básico deficitário e trajetória crescente de emissões. A cobertura de água atingiu 43,8% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 14 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar do avanço de +50,8% desde 2008. A coleta de esgoto, embora tenha saltado de patamares residuais para 23,2% em 2021, ainda está muito aquém da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (30,1%). Mais grave é o retrocesso no tratamento de esgoto, que caiu de 31,6% (2018) para 0,0% em 2021 e 2022, indicando que todo o esgoto coletado deixou de receber tratamento — um recuo que contrasta com a queda expressiva da perda de água na distribuição (de 36,5% em 2021 para 22,4% em 2022, melhor que a mediana nacional de 29,9% e que a UF, 43,9%).

No âmbito domiciliar, a coleta de resíduos alcançou 60,9% dos domicílios em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 56% para 27,2% entre 2010 e 2022, permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%), colocando o município no percentil 70 — entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação de baixa cobertura de coleta e alto índice de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do setor de saneamento seguem em trajetória de alta, atingindo 8.763 tCO₂e em 2024 (+37% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município somaram 102.579 tCO₂e em 2024, com crescimento acentuado de +85,4% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 41. O setor de energia contribuiu com 18.219 tCO₂e, próximo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), após picos em 2020-2021 associados possivelmente a mudanças na matriz de consumo local. Não há registros de eventos de cheia em 2016, mas houve 1 registro de seca observada no mesmo ano, indicador ainda limitado pela escassez de dados mais recentes.

Em síntese, Taquarana enfrenta desafios estruturais de saneamento — com destaque para o colapso do tratamento de esgoto e a baixa cobertura de água — que se refletem diretamente no aumento das emissões vinculadas a resíduos e reforçam a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura sanitária para reverter simultaneamente os indicadores ambientais e de saúde pública do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.9%

2024

7
13.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

4.3%

2024

4
7066.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

21.1%

2024

42
5.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

85.8%

2024

2
32.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.9%

2022

27
38.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.2%

2022

30
51.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.579 tCO₂e

2024

59
85.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.763 tCO₂e

2024

38
37.0% no período

Emissões de energia

SEEG

18.219 tCO₂e

2024

51
72.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.