TaquariRS

25.968 habitantes · IBGE 4321303

IA

Resumo socioambiental

Taquari/RS apresenta um quadro de saneamento marcado por avanço no abastecimento de água e grave deficiência no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 89,7% em 2024, com alta de 5,6% frente à série histórica e acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,2%), posicionando o município no percentil 77. Já a coleta de esgoto é inexistente, com 0,0% em 2024, e o tratamento não passa de 0,2%, ambos muito abaixo da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e do próprio Rio Grande do Sul. Essa lacuna estrutural contrasta com o dado do Censo IBGE de coleta de resíduos domiciliares, que chega a 90,9% (2022, percentil 80), evidenciando que o problema de saneamento do município está concentrado especificamente no esgotamento sanitário, não na gestão de resíduos sólidos.

A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente (-33,7% desde 2010, chegando a 30,3% em 2024), ainda supera a mediana nacional (29,1%), mas está bem abaixo da média gaúcha (39,4%), posicionando o município próximo à mediana (percentil 53). Essa melhora operacional é positiva e deve ser mantida, especialmente diante da ausência de investimentos aparentes em esgotamento sanitário, que representa o principal passivo ambiental do município.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram para 286.794 tCO₂e em 2024, alta de 31,4% em relação a 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Taquari no percentil 69. As emissões de resíduos, de 12.240 tCO₂e, são o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e mantêm-se estáveis há uma década, refletindo a ausência de tratamento de esgoto e de resíduos como potenciais fontes de mitigação. As emissões de energia (38.485 tCO₂e) também superam a mediana nacional (18.929 tCO₂e), com percentil 64, indicando pressão adicional sobre o balanço de carbono municipal.

Em termos de eventos extremos, o município registrou 2 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero registros), situando Taquari nos percentis 87 e 64, respectivamente. Esses registros, embora datados, sinalizam vulnerabilidade hídrica dupla — a excessos e a escassez —, o que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e manejo de águas pluviais, dado que a ausência de tratamento de esgoto tende a agravar a qualidade dos corpos hídricos em cenários de cheia.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.7%

2024

77
5.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

0
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.2%

2024

24
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.3%

2024

47
33.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.9%

2022

80
6.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.2%

2022

92
50.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

286.794 tCO₂e

2024

31
31.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.240 tCO₂e

2024

28
7.5% no período

Emissões de energia

SEEG

38.485 tCO₂e

2024

36
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.