Taquaritinga do NortePE
25.497 habitantes · IBGE 2615003
Resumo socioambiental
Taquaritinga do Norte apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos na gestão de perdas de água e coleta de esgoto, mas fragilidades estruturais no acesso à água, no tratamento de esgoto e na trajetória de emissões. A cobertura de água atingiu 55,1% em 2022, crescimento acumulado de +237,6% desde 2008, porém ainda distante da mediana nacional (76,5%) e do desempenho estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 25 do país. Em contrapartida, a perda de água caiu de forma acentuada para 7,5% em 2022, valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média de Pernambuco (43,5%), colocando o município entre os 5% com menor desperdício no país — um indicativo de gestão operacional eficiente da rede, mesmo com cobertura ainda limitada.
A coleta de esgoto é o ponto mais positivo do dossiê, alcançando 95,2% em 2020, acima da mediana nacional (87,8%) e muito superior à média estadual (47,4%). Entretanto, esse avanço na coleta não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% em 2020, revertendo os pequenos percentuais observados em 2012-2013 (7,4% e 8,1%) e ficando muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (35,7%). Esse descompasso entre coleta e tratamento sugere que o esgoto captado provavelmente é lançado sem tratamento em corpos hídricos, representando risco ambiental e sanitário relevante. Já os indicadores censitários mostram retrocesso: domicílios com coleta de resíduos caíram de 81,1% (2010) para 63,5% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do padrão estadual (76,8%), embora o destino inadequado de resíduos tenha melhorado, caindo de 18,9% para 10,8% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (14,8%).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 143.102 tCO₂e em 2024, alta de +51,9% desde 2010, próxima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) mas com trajetória de crescimento consistente. As emissões de energia mais que dobraram no período (+94,7%, atingindo 49.739 tCO₂e), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 70. As emissões de resíduos também cresceram significativamente (+72,6%, para 16.867 tCO₂e), quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 80 — o que reforça a preocupação já levantada pela ausência de tratamento de esgoto e pela queda na cobertura de coleta domiciliar, indicando pressão crescente do setor de resíduos sobre o balanço de emissões locais.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias registradas, mas 21 ocorrências de seca observada, valor que, embora inferior ao total estadual (1.804), posiciona o município no percentil 99 nacional, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica que dialoga diretamente com o desafio de ampliar a cobertura de abastecimento de água, ainda aquém do padrão n
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
44.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.2%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
53.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
143.102 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.867 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
49.739 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
21
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
