TaquaritingaSP
53.322 habitantes · IBGE 3553708
Resumo socioambiental
Taquaritinga apresenta saneamento básico consolidado e em trajetória de melhora ambiental, com destaque para a coleta de esgoto, que atinge 100,0% dos domicílios (2021), muito acima da mediana nacional (87,8%) e superando a própria média estadual (94,6%), colocando o município no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também evoluiu de forma expressiva, saltando de patamares residuais na década de 2010 para 97,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%). Essa evolução, no entanto, ainda depende de apenas 1 ETE em operação (2020), o que sinaliza baixa redundância operacional apesar do alto desempenho.
O abastecimento de água é sólido, com cobertura de 94,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%), embora ligeiramente abaixo da média paulista (95,2%) e em leve queda frente à série histórica (-1,0%). Mais relevante é a forte redução da perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 55% (2015-2017) para 24,1% em 2022, uma melhora de -41,7% no período recente e hoje abaixo tanto da mediana nacional (29,9%) quanto da UF (32,1%). Essa combinação de maior cobertura, alto tratamento de esgoto e menor perda de água indica gestão eficiente dos recursos hídricos, coerente com o baixo percentual de destinação inadequada de resíduos domiciliares (2,9% em 2022), ainda que acima do padrão paulista (1,0%).
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 227.139 tCO₂e em 2024, redução de -29,1% frente à série histórica, com destaque para o setor de energia, que recuou -45,9% no período, refletindo possivelmente maior eficiência energética ou mudança na matriz local. Já as emissões de resíduos permanecem praticamente estáveis, em 29.042 tCO₂e (-3,5%), e chamam atenção por estarem no percentil 88 nacional — muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) — um contraste que merece análise, considerando o avançado tratamento de esgoto do município; isso sugere que a geração de metano por resíduos sólidos, e não o esgotamento sanitário, é o principal vetor de emissões locais desse setor.
Não há registros de eventos de cheia ou seca no município (2016), o que, somado à sólida infraestrutura de saneamento, aponta para um cenário de resiliência hídrica favorável. O desafio prioritário para a gestão municipal é reduzir as emissões associadas a resíduos sólidos, provavelmente via disposição final e aproveitamento energético, dado que os demais indicadores ambientais e de saneamento já superam consistentemente as referências nacionais e estaduais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
227.139 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
29.042 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
83.954 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
