Taquaruçu do SulRS

3.190 habitantes · IBGE 4321329

IA

Resumo socioambiental

Taquaruçu do Sul/RS apresenta situação crítica em saneamento básico, com cobertura de água de apenas 38,3% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (86,2%), posicionando o município no percentil 11 do país. A série histórica mostra estagnação preocupante: o índice chegou a 45,7% em 2015, mas recuou e se mantém na faixa de 38-39% desde então, indicando ausência de expansão da rede na última década. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição caiu de forma expressiva, de 28,6% (2023) para 15,9% em 2024, uma melhora de 38,5% que coloca o município em posição relativamente favorável (percentil 15, melhor que a mediana nacional de 29,1%) — sinal de que a infraestrutura existente, embora limitada em alcance, vem sendo mais bem operada.

No manejo de resíduos sólidos, o município tem desempenho positivo: 87,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média do RS (82,7%), com o destino inadequado caindo de 13,8% para 4,4% entre 2010 e 2022 — patamar praticamente equivalente à média estadual. Essa melhoria na gestão de resíduos, contudo, não impediu o crescimento das emissões associadas: as emissões de resíduos subiram 51,3% no período, atingindo 2.056 tCO₂e em 2024, embora ainda bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O maior alerta ambiental está nas emissões totais de GEE, que mais que dobraram desde 2010 (+101,5%), somando 90.639 tCO₂e em 2024 — valor que, apesar do crescimento acentuado, ainda fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O principal motor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões saltaram 403,2% na década, chegando a 25.955 tCO₂e e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), colocando o município no percentil 56. A infraestrutura de geração hidráulica permanece estática em 500 kW desde 2010, sem expansão que acompanhe esse crescimento de demanda energética.

Em termos de eventos extremos, os únicos registros disponíveis (2016) indicam 2 ocorrências de cheia e 6 de seca, valores acima da mediana nacional (0 em ambos os casos) e que sinalizam vulnerabilidade hídrica do município, tema relevante diante do baixo índice de cobertura de água e da necessidade de monitoramento mais atualizado desses eventos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.3%

2024

11
0.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.9%

2024

85
38.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.4%

2022

71
1.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
68.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

500 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

500 kW

2024

12
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

90.639 tCO₂e

2024

63
101.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.056 tCO₂e

2024

87
51.3% no período

Emissões de energia

SEEG

25.955 tCO₂e

2024

44
403.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.