TaquarussuMS

3.730 habitantes · IBGE 5007976

IA

Resumo socioambiental

Taquarussu/MS apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da média nacional, com sinais de estagnação estrutural no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 69,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar do Mato Grosso do Sul (86,0%), posicionando o município no percentil 41. Mais grave é a trajetória histórica: houve uma queda abrupta de quase 100% de cobertura em 2009 para o patamar atual, com estabilização baixa desde 2010 — uma variação de -30,6% no período, sugerindo problema estrutural não equacionado, possivelmente ligado à expansão populacional sem investimento proporcional em infraestrutura. Por outro lado, a perda de água, embora ainda alta em termos absolutos (20,7% em 2022), está relativamente controlada frente ao cenário nacional (mediana de 29,9%, percentil 25), indicando gestão comparativamente eficiente da rede existente, apesar do salto histórico de +52,1% desde 2008.

No quesito esgotamento sanitário, o município mostra melhora ao longo da década: a coleta de esgoto avançou de 72,9% (2010) para 78,2% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média estadual (88,2%). Ainda assim, o destino inadequado de dejetos permanece elevado, em 21,7% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (9,8%), colocando Taquarussu no percentil 63 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito. Essa lacuna entre coleta e destinação adequada ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.384 para 2.109 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+52,3%), embora o valor absoluto ainda seja baixo frente à mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 18).

Em relação às emissões totais de GEE, o município exibiu forte volatilidade, com pico de 980.375 tCO₂e em 2019 e recuo expressivo para 290.625 tCO₂e em 2024 (-14,7% em relação a 2010), refletindo provavelmente dinâmicas do uso da terra e agropecuária, dominantes no perfil emissor local. Mesmo com a queda, o valor ainda supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 69. As emissões de energia mantêm-se estáveis e comparativamente baixas (3.480 tCO₂e em 2024, percentil 14), sem pressão relevante nesse setor.

Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, e apenas um registro de seca, cenário compatível com boa parte dos municípios brasileiros. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, idêntico à mediana nacional e superior à média estadual (3,658), posicionando Taquarussu no percentil 88 — um indicativo positivo para o planejamento hídrico de longo prazo, que contrasta com os desafios já observados na cobertura atual de abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.8%

2024

53
7.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.5%

2024

77
27.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.2%

2022

52
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.7%

2022

37
19.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

290.625 tCO₂e

2024

31
14.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.109 tCO₂e

2024

86
52.3% no período

Emissões de energia

SEEG

3.480 tCO₂e

2024

86
1.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.