TarrafasCE
7.626 habitantes · IBGE 2313252
Resumo socioambiental
Tarrafas/CE apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico crítico, especialmente no eixo esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 58,1%, com salto expressivo desde 2021 (24,9%), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 29. Já a coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 2,4% em 2024 — recuo de 46,3% frente aos anos anteriores —, situando Tarrafas no percentil 2 do país, muito distante da mediana nacional de 59,9%. O tratamento de esgoto acompanha essa deterioração, caindo para 4,1%, patamar bem inferior à mediana nacional (33,3%) e à cearense (36,1%), apesar de o município contar com uma ETE instalada desde 2020.
A combinação de baixíssima coleta e tratamento de esgoto com o percentual ainda alto de destinação inadequada de dejetos domiciliares (26,3% em 2022, acima da mediana nacional de 14,9%) indica risco sanitário e ambiental relevante, mesmo com melhora acentuada frente a 2010 (57,1%). Por outro lado, as perdas de água na distribuição vêm caindo e alcançaram 27,4% em 2024, próximo da mediana nacional (29,1%) e bem melhor que a média estadual (40,5%), sugerindo algum avanço na gestão operacional do sistema de abastecimento — um contraste importante com a estagnação do esgotamento sanitário.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 99.766 tCO₂e em 2024, com forte oscilação na série histórica e alta de 108,6% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, ligadas à gestão de destino inadequado de dejetos, cresceram 56,6% no período, atingindo 3.949 tCO₂e, mantendo-se porém abaixo da mediana nacional. As emissões de energia permanecem baixas relativamente ao país (percentil 8), refletindo o pequeno porte do município.
Os registros de eventos hidrológicos extremos merecem atenção: a seca observada em 2016 (14 registros) colocou Tarrafas no percentil 93 nacional, e mesmo o único registro de cheia no mesmo ano superou a mediana nacional (zero), evidenciando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento, dado que a fragilidade sanitária tende a se agravar em cenários de estresse hídrico.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
99.766 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.949 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.232 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
