TartarugalzinhoAP
13.785 habitantes · IBGE 1600709
Resumo socioambiental
Tartarugalzinho apresenta quadro de saneamento crítico, com fragilidades estruturais apesar de melhorias recentes pontuais. A cobertura de água atingiu 35,7% em 2024, um salto expressivo frente aos 18,2% de 2023, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor médio do Amapá (71,3%), posicionando o município no percentil 9 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. Por outro lado, a perda de água caiu de forma acentuada, de 53,5% em 2023 para 23,6% em 2024, ficando agora melhor que a mediana nacional (29,1%) e que a média estadual (38,7%), no percentil 35. Essa combinação sugere que a expansão da rede pode ter vindo acompanhada de melhorias operacionais no sistema, embora o nível de cobertura ainda seja insuficiente para atender a maior parte da população.
No manejo de resíduos, a situação é mais preocupante. Apenas 58,0% dos domicílios tinham coleta em 2022, contra mediana nacional de 76,9% e 83,1% no Amapá. Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 39,2% dos domicílios, mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e muito acima da média estadual (9,3%), colocando o município no percentil 85 — entre os piores do Brasil. Esse cenário de deposição inadequada ajuda a explicar a trajetória de alta nas emissões de resíduos, que passaram de 4.882 tCO₂e em 2022 para 5.735 tCO₂e em 2024, aumento de 64% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Nas emissões totais de GEE, o município permanece como sumidouro líquido de carbono, com -258.892 tCO₂e em 2024, resultado da forte influência do uso da terra e florestas na região amazônica, contrastando com a mediana nacional positiva (138.513 tCO₂e) e evidenciando o papel ambiental relevante do território, mesmo com oscilações da série histórica entre valores negativos e positivos. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 77,9% desde 2010, chegando a 11.495 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, único ano disponível na série ANA, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.
Em síntese, os avanços recentes em água e perdas indicam investimentos pontuais em infraestrutura, mas o saneamento básico municipal ainda está muito aquém dos padrões nacionais e estaduais, com destaque negativo para a gestão de resíduos sólidos, que pressiona tanto a saúde pública quanto as emissões de gases de efeito estufa. A manutenção da trajetória de melhoria em água e perdas, associada à ampliação da coleta de resíduos, deve ser prioridade para reduzir as disparidades frente ao restante do país.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
23.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-258.892 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.735 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.495 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
