TauáCE
64.255 habitantes · IBGE 2313302
Resumo socioambiental
Tauá apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que atingiu apenas 11,4% em 2021 — muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média cearense (40,3%), posicionando o município no percentil 7 do país. Chama atenção o contraste com o tratamento de esgoto, que alcança 100% desde 2009 (igual à mediana nacional e acima do percentil estadual de 92%): como a coleta é baixa, esse indicador reflete o tratamento de um volume pequeno de esgoto efetivamente coletado, não representando cobertura ampla do serviço à população. A cobertura de água, embora tenha evoluído significativamente (+77,7% desde 2008, chegando a 67,0% em 2022), ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (69,9%), situando o município no percentil 39. Um ponto preocupante é a perda de água, que subiu para 41,5% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (38,5%), indicando ineficiência na distribuição que compromete os ganhos de cobertura.
No campo das emissões de gases de efeito estufa, Tauá figura entre os municípios mais emissores do país, com 440.704 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 78. As emissões por resíduos somam 37.723 tCO₂e (percentil 92, quase sete vezes a mediana nacional de 5.787 tCO₂e) e cresceram 74,6% desde 2010, movimento coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, que favorece o descarte inadequado e a decomposição anaeróbia geradora de metano. As emissões de energia também são elevadas, 90.241 tCO₂e (percentil 80), com alta de 49,8% no período, sinalizando maior dependência de fontes fósseis no consumo energético local.
Em contrapartida, a capacidade instalada de energia solar permanece estagnada em 5 MW desde 2011, sem qualquer expansão em mais de uma década, embora ainda supere a mediana nacional (960 kW). A ausência de investimento em geração renovável, associada ao crescimento das emissões de energia, sugere uma oportunidade não aproveitada de mitigação das emissões municipais por meio da transição energética.
Em síntese, Tauá enfrenta um desafio duplo: infraestrutura de saneamento insuficiente, especialmente na coleta de esgoto, e um perfil de emissões desproporcionalmente alto para o porte populacional do município, tanto em resíduos quanto em energia. A combinação desses fatores reforça a necessidade de investimentos articulados em expansão da rede de esgotamento sanitário, redução de perdas no sistema de água e diversificação da matriz energética local, de modo a conter simultaneamente os passivos ambientais e sanitários identificados.
Gerado em 08/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
8.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
40.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
440.704 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
37.723 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
90.241 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
27
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 08/07/2026.
