TavaresPB
14.464 habitantes · IBGE 2516607
Resumo socioambiental
Tavares/PB apresenta situação socioambiental mista, com avanços graduais no abastecimento de água mas fragilidades críticas no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 77,7% em 2022, crescimento expressivo de +47,0% desde 2008, posicionando o município praticamente na mediana nacional (76,5%) e no percentil 52. A perda de água, de 30,0% em 2022, também está alinhada à mediana do país (29,9%), embora com trajetória oscilante ao longo da série histórica, indicando instabilidade na gestão operacional do sistema.
O maior ponto de atenção é o tratamento de esgoto, que caiu a 0,0% em 2022, revertendo por completo os patamares observados até 2016 (quando chegou a 5,1%). Isso posiciona o município no percentil 25 nacional, abaixo da mediana do Brasil (37,7%) e da própria Paraíba (42,7%). A coleta de esgoto, embora tenha se recuperado para 79,3% em 2021 após forte queda em 2018-2019, ainda não garante destinação adequada dos efluentes, já que não há tratamento associado — um gargalo que compromete os ganhos obtidos na cobertura de água. Essa lacuna se reflete também nos domicílios com destino inadequado de dejetos, que somam 30,5% em 2022, o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), situando Tavares no percentil 75 (pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse quesito).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 59.041 tCO₂e em 2024, com alta de +20,4% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultando no percentil 25. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram +159,1% no período, e das emissões de resíduos, que subiram +26,0%, atingindo 6.889 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerente com a debilidade do saneamento observada acima, já que a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta domiciliar (64,8% em 2022, percentil 32) tendem a intensificar as emissões associadas a resíduos e efluentes não tratados.
Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos, com 2 registros de cheia e 14 de seca, colocando o município nos percentis 87 e 93, respectivamente — entre os mais afetados do país nesse recorte. Diante desse quadro, a prioridade de gestão deve ser a retomada do tratamento de esgoto e a redução do destino inadequado de dejetos, medidas que tendem a gerar efeitos positivos conjuntos na qualidade ambiental, na saúde pública e na contenção das emissões de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
79.3%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
35.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
59.041 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.889 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.108 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
