TeféAM
79.278 habitantes · IBGE 1304203
Resumo socioambiental
Tefé apresenta um quadro de saneamento intermediário com sinais de deterioração operacional. A cobertura de água chegou a 81,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 58. Contudo, a perda de água atingiu 53,0% no mesmo ano — muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média do Amazonas (48,1%), colocando Tefé no percentil 87, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação é preocupante: o município consegue distribuir água à maioria da população, mas desperdiça mais da metade do volume tratado, o que indica ineficiência de rede e perda de investimento em captação e tratamento.
No saneamento de esgoto, a coleta domiciliar avançou de 68,5% (2010) para 73,0% (2022), mas ficou abaixo da mediana nacional (76,9%), embora igual à média estadual. O destino inadequado de dejetos caiu de 31,5% para 19,0% no mesmo período — melhora expressiva de quase 40% —, porém ainda acima da mediana nacional (14,9%), ficando praticamente equivalente à média do Amazonas (19,2%). Essa persistência de destinação inadequada tem relação direta com as emissões de resíduos, que cresceram continuamente, atingindo 44.288 tCO₂e em 2024 (alta de 15% desde 2010), situando o município no percentil 92 nacional — um indicador crítico que reflete a lentidão na universalização do esgotamento sanitário.
O balanço de emissões totais de GEE do município é o dado mais alarmante da série: Tefé manteve-se como sumidouro de carbono (valores negativos expressivos) entre 2010 e 2019, muito provavelmente pela conservação florestal amazônica, mas a partir de 2020 essa função de absorção colapsou, com o município passando a emissor líquido em 2021, 2023 e 2024, fechando em 356.013 tCO₂e no último ano — variação de +126,5% frente a 2010 e percentil 74 nacional. Essa reversão, num contexto de floresta tropical, sugere perda de cobertura vegetal ou degradação florestal significativa, tema que merece investigação prioritária, especialmente por contrastar com a magnitude do estado (UF ainda soma -116,4 milhões de tCO₂e).
Do ponto de vista energético, houve avanço relevante: a potência instalada de biomassa saltou de 808 kW (2010–2018) para 32 MW a partir de 2019, alta de quase 3.844%, superando a mediana nacional (5 MW) e situando o município no percentil 80 — um ponto positivo que pode ter contribuído para a queda de 41,2% nas emissões de energia entre 2010 e 2024 (66.223 tCO₂e no último ano). Já os eventos hidrológicos registrados em 2016 (4 cheias e 2 secas) posicionam Tefé acima da mediana nacional, embora abaixo dos totais estaduais, indicando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de monitorar a relação entre desmatamento, perda da função de sumidouro de carbono e intensificação de eventos extremos na região.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.7%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
53.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
32 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
356.013 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
44.288 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
66.223 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
