Tenente PortelaRS
14.811 habitantes · IBGE 4321402
Resumo socioambiental
Tenente Portela apresenta cobertura de água de 58,3% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média gaúcha (86,2%), posicionando o município no percentil 29 do país. Chama atenção a queda recente do indicador frente a 2023 (64,5%), revertendo um patamar que se manteve estável por quase uma década. Em contrapartida, a perda de água na distribuição, embora ainda alta em 28,8% (2024), mostra melhora expressiva de -29,0% desde 2010, aproximando-se da mediana nacional (29,1%) e ficando bem abaixo do índice médio do Rio Grande do Sul (39,4%).
No saneamento, a coleta domiciliar atinge 73,6% (2022), próxima da mediana brasileira (76,9%), mas ainda aquém do padrão estadual (82,7%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído significativamente desde 2010 (-22,7%), ainda afeta 23,4% dos domicílios em 2022 — patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da média gaúcha (4,5%), colocando o município no percentil 65, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa fragilidade na destinação de resíduos dialoga diretamente com o crescimento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que somaram 7.738 tCO₂e em 2024, alta de 32,9% desde 2010 e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
O balanço de emissões totais de GEE do município chegou a 127.747 tCO₂e em 2024, com aumento de 21,2% desde 2010, mas em trajetória de queda frente ao pico de 2022 (192.973 tCO₂e). O indicador está próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 48. O destaque negativo fica com as emissões de energia, que saltaram 48,2% no período, atingindo 51.017 tCO₂e em 2024 — bem acima da mediana do país (18.929 tCO₂e), posicionando o município no percentil 70, sinalizando maior dependência de fontes emissoras no setor energético local.
Quanto a eventos climáticos extremos, os registros de 2016 indicam 2 ocorrências de cheia e 6 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), embora inferiores aos totais estaduais do período. A ausência de atualizações mais recentes nesses indicadores limita a avaliação da evolução do risco hidroclimático, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente diante do quadro de cobertura de água ainda insuficiente e da persistente inadequação na destinação de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
127.747 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.738 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
51.017 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
