Teodoro SampaioBA
7.301 habitantes · IBGE 2931400
Resumo socioambiental
Teodoro Sampaio/BA apresenta um quadro saneamento-clima misto, com sinais de retrocesso no abastecimento de água e avanços pontuais em perdas do sistema e em emissões energéticas. A cobertura de água caiu para 79,8% em 2022, patamar estável desde 2020 mas 2,7% abaixo do início da série, ficando ligeiramente atrás da média da Bahia (80,7%) embora acima da mediana nacional (76,5%), posicionando o município no percentil 55. Já a perda de água, indicador em que menor é melhor, mostra melhora expressiva: 19,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), colocando o município no percentil 22 — um resultado positivo que contrasta com a queda na cobertura, sugerindo que o problema atual está mais ligado à expansão/manutenção da rede do que à eficiência operacional.
No esgotamento sanitário, a cobertura de coleta domiciliar recuou para 70,7% em 2022 (-6,9% frente a 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) mas acima da média baiana (69,0%). O destino inadequado de dejetos caiu de forma acentuada, de 24,1% para 15,9% entre 2010 e 2022 (-34,1%), ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e melhor que a UF (17,1%). Essa melhora no destino inadequado, mesmo com queda na cobertura de coleta, indica possível avanço em soluções individuais de tratamento, mas o descompasso entre os dois indicadores merece atenção da gestão local.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 118.450 tCO₂e em 2024, com alta de 20,3% frente a 2023, porém ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 45. As emissões de resíduos cresceram 31,4% no período, atingindo 4.982 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta que acompanha a piora recente do destino inadequado de esgoto e resíduos, reforçando a necessidade de investimento conjunto em saneamento e gestão de resíduos sólidos. Já as emissões de energia caíram 27% desde 2010, para 32.807 tCO₂e, embora superem a mediana nacional (18.929 tCO₂e), situando o município no percentil 61.
Quanto a eventos hídricos extremos, houve apenas 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca observada, ambos abaixo das referências da UF. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,0, superior à mediana nacional (4,0) e à média baiana (3,3), posicionando o município no percentil 100 — o melhor indicador do dossiê, sugerindo resiliência hídrica futura mesmo diante dos desafios atuais de cobertura e coleta de esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
12.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
118.450 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.982 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
32.807 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
