TeolândiaBA
15.919 habitantes · IBGE 2931608
Resumo socioambiental
Teolândia/BA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água é de apenas 32,2% (2022), colocando o município no percentil 7 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do próprio estado da Bahia (80,7%). Mais grave ainda é a ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em 2020), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a UF alcança 53,1%. Isso ocorre apesar da coleta de esgoto atingir 100,0% (2020) — ou seja, o esgoto é coletado, mas despejado sem qualquer tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante para os corpos hídricos locais.
O quadro de resíduos sólidos é igualmente preocupante: apenas 31,5% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de -18,4% desde 2010, e 55,6% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, posicionando o município no percentil 96 nacional — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 3.443 tCO₂e (2010) para 5.144 tCO₂e (2024), alta de +49,4%, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em relação à infraestrutura hídrica, a perda de água no sistema de abastecimento saltou de 13,0% (2008) para 29,6% (2022), variação de +127,0%, aproximando-se da mediana nacional (29,9%) mas evidenciando deterioração operacional acentuada da rede, coerente com a estagnação da cobertura de água desde 2016. Some-se a isso o registro de 5 eventos de cheia em 2016, colocando o município no percentil 98 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram abruptamente para 46.004 tCO₂e em 2024 (-54,2% frente a 2010), após picos expressivos em 2022-2023 (acima de 180 mil tCO₂e), sugerindo forte variabilidade ligada a uso do solo. Já as emissões de energia cresceram +89,8% no período (de 5.417 para 10.280 tCO₂e), acompanhando o padrão nacional de aumento no setor, mas ainda abaixo da mediana brasileira (18.929 tCO₂e). Em síntese, o município combina infraestrutura sanitária deficitária — com efeitos diretos sobre resíduos e recursos hídricos — e uma trajetória climática que exige monitoramento continuado, especialmente diante da oscilação recente nas emissões totais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
32.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
31.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
55.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
46.004 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.144 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.280 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
