TeresinaPI
902.644 habitantes · IBGE 2211001
Resumo socioambiental
Teresina apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com saneamento de água consolidado, mas déficit expressivo no tratamento de esgoto e emissões crescentes de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 94,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 78. Em contrapartida, a perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 60,4% (2008) para 42,0% (2022), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e fica próxima ao patamar do Piauí (46,4%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta de esgoto chegou a 41,1% em 2021, com avanço expressivo (+164,3% desde 2007), mas ainda distante da mediana nacional (87,8%), posicionando o município no percentil 22. O tratamento de esgoto, em 25,4% (2022), está abaixo da mediana nacional (37,7%) e praticamente equivalente à média estadual (25,7%). Essa lacuna entre coleta e tratamento, associada a apenas 3 ETEs em operação (2020) — ainda assim acima da mediana nacional de 1 unidade —, sugere gargalo estrutural na destinação final dos efluentes coletados, com potencial impacto sobre corpos hídricos urbanos.
No eixo de resíduos sólidos, o município tem desempenho positivo em cobertura domiciliar: 92,9% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 4,0% com destinação inadequada, ambos superiores às medianas nacional e estadual. Entretanto, esse resultado contrasta com o crescimento acentuado das emissões de resíduos, que passaram de 406,9 mil para 714.216 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+75,5%), colocando Teresina no percentil 100 nacional — o maior valor da amostra. Esse descompasso entre boa cobertura de coleta e emissões crescentes indica que o problema não está no acesso ao serviço, mas na gestão da destinação final (aterros, decomposição de resíduos orgânicos), reforçando a necessidade de reavaliar as unidades de destinação, que caíram de 2 para 1 unidade entre 2012 e 2024.
As emissões totais de GEE somaram 2.864.583 tCO₂e em 2024 (percentil 97 nacional), impulsionadas tanto por resíduos quanto por energia (1.684.758 tCO₂e, percentil 99), esta última ligada à expansão da potência térmica fóssil (12 MW, estável desde 2015) frente a uma matriz solar ainda incipiente (3 MW, apesar do crescimento de +232,1%). O investimento público registrado em 2026 (R$ 19,8 milhões) posiciona o município no percentil 84 nacional, mas a estagnação (+0,0%) sugere que recursos adicionais e direcionados ao tratamento de esgoto e à diversificação energética são necessários para reverter as tendências de emissões e reduzir o descompasso entre infraestrutura de água e de esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
55.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
18.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.864.583 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
714.216 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.684.758 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 19.8 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
