Terra RicaPR

14.989 habitantes · IBGE 4127304

IA

Resumo socioambiental

Terra Rica/PR apresenta um quadro socioambiental misto, com retrocesso recente no saneamento básico e emissões de gases de efeito estufa relativamente altas para o porte do município. A cobertura de água chegou a 100% entre 2014 e 2018, mas recuou para 81,4% em 2022, ainda acima da mediana nacional (76,5%) porém bem abaixo da média do Paraná (96,1%). O dado mais preocupante é a perda de água, que saltou de índices controlados (8,4% em 2017) para 58,5% desde 2020, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito superior à média estadual (29,6%), posicionando o município no percentil 91 — entre os piores do país nesse indicador.

O esgotamento sanitário também mostra sinais de deterioração após períodos de excelência: a coleta de esgoto, que chegou a 91,0% em 2015, caiu para 55,8% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (89,9%). O tratamento segue trajetória semelhante, de 95,8% em 2016 para 47,4% em 2022 — ainda assim superior à mediana nacional (37,7%), mas distante do padrão paranaense (78,7%). Chama atenção a existência de apenas 1 ETE no município, igual à mediana nacional, mas muito inferior às 279 unidades médias do estado, sugerindo baixa capacidade de expansão do tratamento. Por outro lado, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares melhorou, caindo de 12,2% (2010) para 9,2% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior à média do Paraná (5,6%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 340.869 tCO₂e em 2024, patamar bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 73. As emissões de resíduos (9.229 tCO₂e) e de energia (52.865 tCO₂e) também superam as medianas nacionais, refletindo pressão conjunta do setor de resíduos sólidos e da matriz energética local. Esse cenário de emissões elevadas, combinado com a queda na coleta e tratamento de esgoto, indica que os ganhos ambientais obtidos na destinação de resíduos domiciliares não têm sido acompanhados por avanços equivalentes em saneamento e mitigação de emissões.

Como ponto positivo, a capacidade instalada de biomassa se mantém estável em 17 MW desde 2010, valor expressivo frente à mediana nacional (5 MW), embora modesto em relação ao total do Paraná (1.393 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016. Em síntese, Terra Rica precisa priorizar investimentos urgentes na redução de perdas de água e na recuperação dos índices de coleta e tratamento de esgoto, que regrediram significativamente após 2018, sob risco de comprometer os ganhos ambientais já conquistados na gestão de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.1%

2024

71
5.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.5%

2024

33
59.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

58.6%

2024

67
117.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.4%

2024

77
17.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.9%

2022

77
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.2%

2022

63
24.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

17 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

340.869 tCO₂e

2024

27
1.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.229 tCO₂e

2024

36
1.7% no período

Emissões de energia

SEEG

52.865 tCO₂e

2024

29
6.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.