Timbó GrandeSC

7.503 habitantes · IBGE 4218251

IA

Resumo socioambiental

Timbó Grande apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com retrocessos recentes em saneamento que merecem atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água atingiu 66,7% em 2024, mas essa cifra representa queda expressiva frente aos 80,1% registrados em 2022 e 2023, revertendo uma trajetória de melhora contínua observada desde 2019. O município está abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média catarinense (86,8%), ocupando apenas o percentil 41. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 40,8% em 2024 — o maior nível da série histórica e bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), posicionando o município no percentil 73 (pior situação relativa). Essa combinação de queda de cobertura com aumento de perdas sugere possível deterioração da infraestrutura ou falhas de medição que exigem investigação técnica.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar também recuou levemente, de 71,2% (2010) para 70,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e muito distante do padrão catarinense (89,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos caiu de forma significativa, de 28,9% para 19,0% no mesmo período — avanço relevante, embora o indicador ainda supere a mediana nacional (14,9%) e esteja muito acima do referencial de Santa Catarina (3,2%). Coerentemente, as emissões de resíduos cresceram 35,4% desde 2010, atingindo 4.450 tCO₂e em 2024, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o aumento da geração de resíduos mesmo com melhoria na destinação.

No balanço de emissões totais de GEE, houve queda acentuada de 69,7% entre 2010 e 2024, com o município situando-se no percentil 38 nacional (94.107 tCO₂e, abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Essa redução contrasta com o forte crescimento das emissões de energia, que mais que dobraram (+101,2%) no período, atingindo 20.123 tCO₂e e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e). A expansão da potência hidráulica instalada, que passou de 500 kW para 2 MW desde 2017, ainda é modesta frente à mediana nacional (10 MW), indicando espaço para diversificação da matriz energética local.

Do ponto de vista de eventos extremos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, únicos dados disponíveis, com os registros de cheia posicionando Timbó Grande no percentil 96 nacional — indicando vulnerabilidade hidrológica relevante que, associada às perdas crescentes de água, reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de recursos hídricos como prioridade de curto prazo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.7%

2024

41
4.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.8%

2024

27
31.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.0%

2022

39
1.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.0%

2022

42
34.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

29
297.6% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

94.107 tCO₂e

2024

62
69.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.450 tCO₂e

2024

62
35.4% no período

Emissões de energia

SEEG

20.123 tCO₂e

2024

49
101.2% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.