TimonMA

182.241 habitantes · IBGE 2112209

IA

Resumo socioambiental

Timon apresenta um quadro de saneamento marcado por forte contraste entre abastecimento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 92,1% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (59,6%), posicionando o município no percentil 74. Entretanto, essa rede convive com perdas elevadas: 38,5% da água tratada é perdida, valor acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo do índice do Maranhão (56,3%). A trajetória de perdas é preocupante em perspectiva histórica, já que saltou de 11,2% em 2008 para picos acima de 77% em 2015, indicando fragilidade operacional persistente na rede, apesar da leve melhora recente.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto está em apenas 3,7% (2021), muito distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (33,9%), colocando Timon no percentil 3 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, embora tenha crescido +606,4% desde 2018, ainda soma apenas 3,3% (2022), ante mediana nacional de 37,7%. Por outro lado, os indicadores do Censo mostram avanço relevante na gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta de lixo chegou a 81,9% em 2022 (percentil 60), com destino inadequado caindo de 31,6% para 16,8% entre 2010 e 2022, embora ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%).

No eixo climático, as emissões de GEE do município são expressivas: 1.978.171 tCO₂e em 2024, colocando Timon no percentil 95 nacional, com crescimento de 223% desde 2010. As emissões de resíduos, de 101.436 tCO₂e, situam o município no percentil 97 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — o que é coerente com a baixíssima cobertura de tratamento de esgoto e sugere que a decomposição de resíduos sólidos e efluentes não tratados é um vetor relevante de emissões locais. As emissões de energia também cresceram (+36,1%, para 192.362 tCO₂e), reforçando pressão adicional sobre o balanço climático do município.

Em síntese, Timon combina bom desempenho relativo em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com déficits estruturais graves em esgotamento sanitário, que se refletem diretamente nas elevadas emissões de resíduos. Os registros de cheia e seca (ambos de 2016) indicam exposição a eventos hidrológicos extremos, reforçando a necessidade de investimentos integrados em infraestrutura de saneamento como estratégia simultânea de mitigação climática e proteção à saúde pública.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.1%

2022

74
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.7%

2021

3
93.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

3.3%

2022

29
606.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.5%

2022

32
243.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.9%

2022

60
19.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.8%

2022

46
46.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.978.171 tCO₂e

2024

5
223.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

101.436 tCO₂e

2024

3
60.9% no período

Emissões de energia

SEEG

192.362 tCO₂e

2024

11
36.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.