TimóteoMG

84.087 habitantes · IBGE 3168705

IA

Resumo socioambiental

Timóteo/MG apresenta cobertura de água de 95,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), colocando o município no percentil 78. Contudo, essa cobertura convive com perda de água elevada, de 52,3% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média estadual (35,0%), situando o município no percentil 86 (pior faixa). A série histórica mostra que a perda vinha em torno de 45-47% até 2014, subindo para a faixa de 51-57% a partir de 2015, indicando deterioração operacional da rede que não foi revertida mesmo com a recuperação recente da cobertura.

No saneamento, a coleta de esgoto atinge 86,8% em 2021, próxima da mediana nacional (87,8%) e ligeiramente superior à média de MG (85,0%), no percentil 49 — um desempenho mediano. Já o tratamento de esgoto chegou a 56,0% em 2022, acima da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (44,5%), no percentil 60, embora tenha recuado desde o pico de 78,4% em 2020, sugerindo perda de eficiência ou capacidade ociosa nas estações de tratamento. Pelo Censo, os indicadores domiciliares reforçam esse quadro positivo: 97,7% dos domicílios com coleta de resíduos (2022, percentil 98) e apenas 0,6% com destino inadequado (percentil 5), muito melhores que as medianas nacionais.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 2.262.640 tCO₂e em 2024, com queda de -11,8% frente ao ano anterior, mas ainda 96 vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 96 — perfil típico de município com forte presença industrial. As emissões de energia caíram -37,7% na comparação com 2010, mas voltaram a subir desde 2020, atingindo 270.925 tCO₂e em 2024 (percentil 92). Já as emissões de resíduos cresceram +17,2% no período, chegando a 39.560 tCO₂e (percentil 92), em contraste com os bons indicadores de coleta e destinação domiciliar — o que sugere que o problema climático dos resíduos está mais ligado à gestão do material coletado (aterros, decomposição) do que à cobertura do serviço.

A capacidade instalada de biomassa estagnou em 816 kW desde 2012, distante da mediana nacional (5 MW, percentil 20), e o número de unidades de destinação de resíduos é baixo (3 unidades em 2024, ante mediana nacional de 1, mas muito abaixo das 135 unidades da média estadual). Os registros de cheia (5 em 2016, percentil 98) indicam vulnerabilidade hidrológica relevante, reforçando a necessidade de integrar investimentos em redução de perdas hídricas, tratamento de esgoto e gestão de resíduos como agenda prioritária para reduzir simultaneamente riscos ambientais e a pegada de carbono municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.5%

2024

85
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.1%

2024

92
3.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

47.2%

2024

59

Perda de água

SNIS/SINISA

47.8%

2024

19
2.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.7%

2022

98
1.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.6%

2022

95
33.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

3

2024

200.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

816 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.262.640 tCO₂e

2024

4
11.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

39.560 tCO₂e

2024

8
17.2% no período

Emissões de energia

SEEG

270.925 tCO₂e

2024

8
37.7% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.