Tio HugoRS

3.352 habitantes · IBGE 4321469

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Resumo socioambiental

Tio Hugo/RS apresenta cobertura de água de 100,0% em 2024, estável desde 2010 e muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%), colocando o município no percentil 100 do país. Esse resultado, no entanto, contrasta com a perda de água na distribuição, que saltou de 5,3% em 2022 para 40,1% em 2024 — variação de +876,6% no período — superando a mediana nacional (29,1%) e ficando muito próxima do índice estadual (39,4%, percentil 72). Essa combinação sugere um sistema de abastecimento universalizado, mas com deterioração operacional recente que merece investigação técnica, possivelmente ligada a vazamentos ou falhas de medição.

No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos atingiu 90,6% em 2022, evolução expressiva frente aos 71,8% de 2010, superando a mediana nacional (76,9%) e a média gaúcha (82,7%). O destino inadequado de resíduos caiu para 5,6% no mesmo ano (queda de 80% desde 2010), ficando abaixo da mediana do país (14,9%), embora ainda acima do valor de referência estadual (4,5%). Essa melhoria na gestão de resíduos é coerente com o baixo volume de emissões de resíduos (1.458 tCO₂e em 2024), muito inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 5 — ou seja, entre os menores emissores desse setor no Brasil.

O perfil de emissões de GEE do município é dominado pelo setor energético, que somou 100.820 tCO₂e em 2024 (+38,1% desde 2010), valor muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 81), refletindo o peso da geração hidráulica local — cuja potência instalada triplicou, passando de 4 MW para 14 MW entre 2022 e 2023. As emissões totais do município (123.636 tCO₂e em 2024) ficam próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 47), mostrando que, apesar do forte componente energético, o balanço geral não é discrepante frente ao restante do país.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível (2016) indica 1 ocorrência de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional, sinalizando exposição a estiagens acima da mediana do Brasil e do Rio Grande do Sul. A ausência de dados mais recentes sobre eventos climáticos e a única unidade de destinação de resíduos registrada (2012, igual à mediana nacional) indicam lacunas de monitoramento que podem limitar o planejamento de políticas públicas de adaptação e gestão ambiental no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.1%

2024

28
876.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
26.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.6%

2022

73
80.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2012

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

14 MW

2024

57
273.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

123.636 tCO₂e

2024

53
35.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.458 tCO₂e

2024

95
15.1% no período

Emissões de energia

SEEG

100.820 tCO₂e

2024

19
38.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.