TocantinópolisTO
23.203 habitantes · IBGE 1721208
Resumo socioambiental
Tocantinópolis apresenta um saneamento básico em trajetória de melhora, mas ainda com fragilidades estruturais. A cobertura de água atingiu 85,3% em 2022, com recuo de 3,5% frente ao ano anterior, ficando acima da mediana nacional (76,5%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 64. Já a coleta de esgoto, de 69,7% em 2021, evoluiu significativamente desde 2020 (47,5%), superando o Tocantins (67,1%), porém ainda distante da mediana nacional (87,8%), resultando em percentil 37 — um ponto de atenção relevante. O tratamento de esgoto, por sua vez, mostrou avanço expressivo: 57,4% em 2022, alta de 240,1% desde 2013, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (45,5%), colocando o município no percentil 61. Essa evolução, no entanto, depende de apenas 1 ETE no município (2020), o que representa risco de gargalo operacional caso a demanda cresça.
A perda de água na distribuição é um ponto crítico: 41,7% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), situando o município no percentil 74 (pior que a maioria). Essa ineficiência operacional contrasta com os ganhos em cobertura e tratamento, sugerindo que investimentos em infraestrutura de distribuição são tão urgentes quanto os já direcionados ao esgotamento sanitário. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o quadro é positivo: a coleta atingiu 83,4% dos domicílios em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9% e da UF de 79,1%), enquanto o destino inadequado caiu de 19,4% para 4,9% entre 2010 e 2022, uma redução de 74,5% — resultado que coloca o município no percentil 24 (melhor que a maioria) nesse indicador.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 194.954 tCO₂e em 2024, com alta de 28,7% no ano, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 59. As emissões de resíduos, de 14.833 tCO₂e, cresceram 20% desde 2010 e superam com folga a mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 77 — um dado que chama atenção justamente por contrastar com a boa cobertura de coleta e baixo destino inadequado, indicando que o problema está mais na geração e gestão da destinação final do que na coleta em si. As emissões de energia também cresceram (35.500 tCO₂e, +56,7% desde 2010), percentil 63, enquanto a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 280 kW desde 2013, muito abaixo da mediana nacional (5 MW), no percentil 8, evidenciando ausência de diversificação da matriz energética local.
Em síntese, Tocantinópolis avançou consistentemente no tratamento de esgoto e na gestão de resíduos sólidos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais em perdas de água, ampliação da coleta de esgoto e contenção das emissões de resíduos e energia. A dependência de uma única ETE e a ausência de expansão em fontes renováveis locais sugerem a
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
51.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
37.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
280 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
194.954 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.833 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
35.500 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
