Tocos do MojiMG

3.899 habitantes · IBGE 3169059

IA

Resumo socioambiental

Tocos do Moji apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente favorável em emissões de gases de efeito estufa, mas fragilidades importantes em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 56,1% em 2024, com trajetória oscilante ao longo da série histórica e ainda distante da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 27. Mais crítico é o cenário de tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2012 (último dado de 2015), muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e mineira (44,6%), embora a coleta de esgoto tenha sido historicamente alta (96,9% em 2015), sugerindo que o esgoto é coletado, mas não tratado antes do descarte.

A perda de água na distribuição saltou de níveis próximos a zero entre 2019 e 2022 para 14,9% em 2024, uma variação de +34,2% que indica deterioração recente na gestão da rede, ainda que o valor permaneça bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%). Por outro lado, os indicadores censitários de resíduos sólidos são positivos: a coleta domiciliar atinge 85,8% (2022) e o destino inadequado de resíduos caiu para 3,1%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), embora ambos os indicadores tenham recuado frente a 2010, o que merece monitoramento.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 61.248 tCO₂e (2010) para 32.599 tCO₂e (2024), redução de 46,8%, com o município no percentil 13 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 8,0% no período (2.304 tCO₂e em 2024), movimento coerente com a ausência de tratamento de esgoto, que tende a gerar emissões adicionais por decomposição anaeróbia. As emissões de energia também subiram levemente (+2,6%), mas seguem em patamar baixo (percentil 23). Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), sem elementos para avaliação de risco hidrológico recente.

Em síntese, o município combina baixa pegada de carbono relativa ao Brasil com lacunas estruturais em saneamento — especialmente ausência total de tratamento de esgoto e aumento da perda de água —, que devem ser priorizadas em investimentos futuros para reduzir riscos sanitários e sustentar a trajetória positiva de redução de emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.1%

2024

27
11.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.9%

2015

0.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

14.9%

2024

87
34.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
6.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
64.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

32.599 tCO₂e

2024

87
46.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.304 tCO₂e

2024

84
8.0% no período

Emissões de energia

SEEG

5.414 tCO₂e

2024

77
2.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.