Tomar do GeruSE

12.145 habitantes · IBGE 2807501

IA

Resumo socioambiental

Tomar do Geru/SE apresenta um quadro socioambiental marcado por avanço expressivo no abastecimento de água, mas com deterioração grave no saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 84,1% em 2024, com alta de 61,0% desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) e situando o município no percentil 67 do país, embora ainda abaixo do patamar sergipano (93,7%). Já a coleta de esgoto caiu para 12,8% em 2021, retração de 73,2% frente a 2016, e o tratamento de esgoto despencou a 0,0% no mesmo ano — ambos bem abaixo das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e dos indicadores estaduais. Essa combinação de água mais disponível sem esgotamento sanitário adequado eleva o risco de contaminação ambiental e de saúde pública.

O quadro de resíduos sólidos reforça essa preocupação: apenas 48,3% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (87,0%), enquanto 35,7% dos domicílios têm destinação inadequada de resíduos — mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e muito superior ao índice de Sergipe (8,5%), posicionando o município no percentil 81 (entre os piores do Brasil neste quesito). Essa deficiência de gestão de resíduos tem relação direta com as emissões de GEE do setor, que somaram 5.940 tCO₂e em 2024, alta de 36,6% desde 2010, embora ainda ligeiramente abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE do município saltaram para 92.684 tCO₂e em 2024 (+65,0% desde 2010), com pico de 134.842 tCO₂e em 2023, mas permanecem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 38. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que passaram de 2.303 tCO₂e (2010) para 7.970 tCO₂e (2024), variação de 246,1%, embora ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já a perda de água na distribuição, de 28,6% em 2024, mostra melhora de 40,9% frente a 2010 e fica próxima da mediana nacional (29,1%), indicando eficiência operacional mais próxima do padrão do país, mesmo com oscilações recentes (de 14,1% em 2023 para 28,6% em 2024).

Em síntese, o município avançou significativamente no acesso à água, mas retrocedeu de forma acentuada no esgotamento sanitário e mantém déficits estruturais na coleta e destinação de resíduos, fatores que se reforçam mutuamente e ampliam riscos ambientais e sanitários. O perfil de emissões, embora abaixo das medianas nacionais em termos absolutos, revela tendência de crescimento que merece monitoramento, especialmente nos setores de energia e resíduos, sugerindo a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de esgotamento e gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.1%

2024

67
61.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.8%

2021

73.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
40.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.3%

2022

13
7.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.7%

2022

19
25.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

92.684 tCO₂e

2024

62
65.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.940 tCO₂e

2024

52
36.6% no período

Emissões de energia

SEEG

7.970 tCO₂e

2024

69
246.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.