TorixoréuMT

4.230 habitantes · IBGE 5108204

IA

Resumo socioambiental

Torixoréu/MT apresenta quadro saneamento-ambiental misto, com deterioração recente no abastecimento de água e persistência de fragilidades no manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água caiu para 65,1% em 2022, retração de -34,9% frente ao início da série (que chegou a 100%), posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (87,2%), no percentil 36. Em contraste, a perda de água está em apenas 0,2% (2022), nível excepcional que coloca o município no percentil 2 nacional (quanto menor, melhor), indicando eficiência operacional na rede, mesmo com cobertura insuficiente — ou seja, o sistema perde pouco, mas atende poucos domicílios.

No saneamento básico domiciliar, a coleta de resíduos atende 74,8% dos domicílios (2022), praticamente estável desde 2010 (-0,5%), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do padrão estadual (84,7%). Como reflexo, o destino inadequado de resíduos ainda afeta 24,1% dos domicílios, acima da mediana brasileira (14,9%) e do valor de Mato Grosso (11,2%), situando o município no percentil 66 (pior que a maioria). Essa lacuna na gestão de resíduos se conecta ao aumento das emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram +26,8% desde 2010, atingindo 8.088 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a expansão da coleta não veio acompanhada de destinação ambientalmente adequada.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 471.094 tCO₂e em 2024, com queda de -3,8% em relação a 2010, mas ainda no percentil 79 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora muito inferior ao total estadual. As emissões de energia (22.711 tCO₂e) e resíduos são secundárias frente ao perfil típico de município do bioma Cerrado, provavelmente dominado por uso da terra e agropecuária, não detalhado neste dossiê. A potência hidráulica instalada permanece estável em 2 MW desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (10 MW), indicando baixa infraestrutura energética local hídrica.

Em síntese, Torixoréu combina eficiência tímida em perdas de água com déficit de cobertura e de destinação de resíduos, dois pontos que exigem atenção prioritária dos gestores: ampliar o acesso à rede de água tratada e melhorar a destinação final de resíduos sólidos, medida que também ajudaria a conter o crescimento das emissões do setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.1%

2022

14.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.2%

2022

99.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.1%

2022

34
3.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

32
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

471.094 tCO₂e

2024

21
3.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.088 tCO₂e

2024

41
26.8% no período

Emissões de energia

SEEG

22.711 tCO₂e

2024

46
20.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.