TorrinhaSP
9.484 habitantes · IBGE 3554706
Resumo socioambiental
Torrinha/SP apresenta em 2022 cobertura de água de 83,3%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) mas inferior à média estadual (95,2%), com percentil 60. Chama atenção a queda de -0,6% no último ano, revertendo uma trajetória de melhora que chegou a 93,4% em 2021, sugerindo possível instabilidade operacional ou revisão metodológica no dado mais recente. Já a coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, universalizada desde 2015, superando com folga a mediana nacional (87,8%) e a média paulista (94,6%), colocando o município no percentil 100 — um resultado de destaque. O tratamento de esgoto também é robusto, com 82,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), percentil 79, ainda que opere com apenas 1 ETE, no limiar da mediana nacional de unidades.
Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que atingiu 45,9% em 2022, revertendo a tendência de queda observada entre 2016 e 2018 (mínima de 34,8%) e voltando a superar a média estadual (32,1%) e a mediana nacional (29,9%), no percentil 80 — ou seja, entre os piores do país. Essa perda contradiz a melhora recente em cobertura e pode indicar problemas de infraestrutura na rede, mesmo com bons indicadores de esgotamento sanitário. Em relação a resíduos sólidos domiciliares, o quadro é positivo: 89,0% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 4,3%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do resultado estadual (1,0%).
O maior alerta do dossiê está nas emissões de GEE, que saltaram para 195.538 tCO₂e em 2024, alta de +59,9% em um único ano, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e alcançando o percentil 59. O principal motor dessa explosão foi o setor de resíduos, que saltou de patamares estáveis (~7.500 tCO₂e) para 91.298 tCO₂e em 2024 — variação de +1.164,6% —, colocando o município no percentil 97 nacional, entre os piores do Brasil nesse quesito. Esse salto abrupto é incompatível com a melhora observada na cobertura de coleta e no baixo índice de destino inadequado, sugerindo mudança metodológica, novo aterro/lançamento contabilizado ou evento pontual que precisa ser investigado pela gestão local. As emissões de energia também cresceram (+49,1%, para 50.487 tCO₂e), reforçando a necessidade de monitoramento mais próximo das fontes emissoras do município.
Do ponto de vista hídrico, o município não apresenta registros recentes de seca (0 em 2016) e apenas 1 registro de cheia no mesmo ano, com índice de segurança hídrica projetado de 4,000 para 2035, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,881), no percentil 88. Combinando os dados, Torrinha mostra desempenho sólido em saneamento básico (esgotamento e resíduos domiciliares), mas enfrenta dois desafios centrais que exigem atenção prioritária dos gestores: a
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
90.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
84.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
30.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
640 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
640 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
195.538 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
91.298 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
50.487 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
