TraipuAL
24.124 habitantes · IBGE 2709202
Resumo socioambiental
Traipu/AL apresenta quadro de saneamento crítico e emissões em trajetória de alta. A cobertura de água atinge apenas 31,6% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (72,8%), posicionando o município no percentil 7 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Paradoxalmente, a perda de água é elevada, 69,7% em 2024, superior à mediana nacional (29,1%) e até à média de Alagoas (63,1%), colocando Traipu no percentil 94: o município desperdiça grande parte da já escassa água tratada, revelando ineficiência operacional grave no sistema de abastecimento.
O esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. Apenas 37,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9%, enquanto 56,7% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, quase quatro vezes a mediana do país (14,9%) e no percentil 96 — entre os piores do Brasil. Essa precariedade sanitária ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 8.204 tCO₂e (2010) para 12.397 tCO₂e em 2024 (+51,1%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 72, reforçando a associação entre ausência de tratamento de esgoto e geração de gases de efeito estufa por decomposição de resíduos.
As emissões totais de GEE do município saltaram de 127.380 tCO₂e (2010) para 247.971 tCO₂e em 2024, alta de 94,7%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando Traipu no percentil 65. As emissões de energia também cresceram (+86,8%, para 4.460 tCO₂e), embora ainda abaixo da mediana nacional, indicando que o setor de resíduos é o principal motor do aumento das emissões locais, mais do que a matriz energética.
Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos (2016) mostram 1 registro de cheia e 17 de seca, com o município no percentil 97 nacional para seca — sinal de vulnerabilidade climática que se soma à fragilidade estrutural do saneamento. Em conjunto, os dados indicam que investimentos prioritários em ampliação e eficiência da rede de água, tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos são urgentes para reverter a trajetória de deterioração ambiental e reduzir riscos à saúde pública e ao clima local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
69.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
37.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
56.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
247.971 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.397 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.460 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
