TravesseiroRS

2.193 habitantes · IBGE 4321626

IA

Resumo socioambiental

Travesseiro/RS apresenta um quadro socioambiental marcado por defasagem estrutural em saneamento formal e desempenho relativamente favorável em indicadores de manejo domiciliar de resíduos e emissões absolutas. A cobertura de água atinge apenas 34,1% (2014), muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do patamar gaúcho de 88,1%, com tendência de leve recuo (-1,5%) nos últimos anos da série. A coleta de esgoto também é baixa, 43,7% (2014), inferior à mediana do Brasil (87,8%), embora superior à média do RS (49,5%); já o tratamento de esgoto, em 18,2% (2014), ficou abaixo da mediana nacional (37,7%), mas superou a média estadual (30,8%), refletindo evolução expressiva desde 2011, quando era nulo. A perda de água, em 26,9% (2014), manteve-se estável e é inferior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à estadual (36,5%), indicando eficiência relativa na distribuição, apesar da baixa cobertura.

Por outro lado, o município apresenta desempenho positivo em indicadores domiciliares medidos pelo Censo: 98,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média do RS (82,7%), posicionando o município no percentil 99. O destino inadequado de resíduos caiu para 0,6% (2022), ante 7,8% em 2010, valor bem inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), situando Travesseiro no percentil 4 — ou seja, entre os municípios com menor proporção de destinação inadequada do país. Essa combinação sugere que, mesmo com infraestrutura formal de água e esgoto limitada, a gestão de resíduos sólidos domiciliares é comparativamente eficaz.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 122.345 tCO₂e em 2024, com alta de 37,5% frente ao ano anterior, ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 46 — posição intermediária. As emissões de resíduos, 1.490 tCO₂e (2024, +14,2%), e de energia, 1.565 tCO₂e (2024, -15,7%), são muito inferiores às medianas nacionais (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), posicionando o município nos percentis 6 e 4, entre os mais baixos emissores nessas categorias. Isso indica que o crescimento das emissões totais provavelmente decorre de outros setores (como agropecuária ou mudança de uso da terra), não dos segmentos de resíduos e energia.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 4 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), situando-o nos percentis 76 e 72 — um sinal de exposição relativa a eventos extremos que merece atenção, especialmente diante da baixa cobertura de saneamento básico, que pode agravar riscos sanitários em períodos de estiagem ou inundação.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.1%

2014

1.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.7%

2014

3.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.2%

2014

Perda de água

SNIS/SINISA

26.9%

2014

0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.9%

2022

99
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.6%

2022

96
92.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

122.345 tCO₂e

2024

54
37.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.490 tCO₂e

2024

94
14.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.565 tCO₂e

2024

96
15.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.