TremedalBA

16.691 habitantes · IBGE 2931806

IA

Resumo socioambiental

Tremedal/BA apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a 28,2% em 2024, muito distante da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 6 — entre os piores do país. A coleta de esgoto é igualmente precária: apenas 30,7% dos domicílios tinham acesso em 2022 (mediana nacional: 76,9%), enquanto 65,0% dos domicílios registravam destino inadequado de dejetos, valor quatro vezes superior à mediana nacional (14,9%) e que coloca Tremedal no percentil 98 — ou seja, entre os municípios com pior desempenho do Brasil nesse quesito, apesar da melhora de 12,0% desde 2010.

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 13,9% em 2024 (percentil 11, abaixo da mediana nacional de 29,1% e da UF de 34,5%), indicando eficiência operacional relativamente boa no sistema, mesmo com baixa cobertura. Essa combinação sugere que a rede existente é bem gerida, mas insuficiente em extensão — o desafio é de investimento em expansão, não de manutenção.

Nas emissões de GEE, o município saltou de 327.843 tCO₂e (2010) para 444.543 tCO₂e em 2024 (+35,6%), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 78. As emissões de energia cresceram 55,7% no período, para 9.775 tCO₂e, refletindo provavelmente maior consumo elétrico ou uso de combustíveis. Já as emissões de resíduos, embora tenham subido 10,9% desde 2010 (5.076 tCO₂e em 2024), estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 43 — resultado coerente com a baixa cobertura de coleta de lixo, que reduz o volume formalmente contabilizado, mas evidencia o problema já mencionado de destinação inadequada de dejetos.

Em síntese, Tremedal enfrenta um desafio estrutural de infraestrutura sanitária, com defasagem histórica em água e esgoto que compromete a saúde pública e amplia riscos ambientais, ainda que a gestão das perdas hídricas seja um ponto de eficiência a destacar. O crescimento das emissões de GEE, sobretudo em energia, reforça a necessidade de políticas integradas que conciliem expansão do saneamento com controle de emissões, especialmente diante da seca recorrente registrada na região (9 ocorrências em 2016, percentil 85 na UF).

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

28.2%

2024

6
12.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.9%

2024

89
39.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

30.7%

2022

4
17.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

65.0%

2022

2
12.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

444.543 tCO₂e

2024

22
35.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.076 tCO₂e

2024

57
10.9% no período

Emissões de energia

SEEG

9.775 tCO₂e

2024

65
55.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.