Três BarrasSC

20.373 habitantes · IBGE 4218301

IA

Resumo socioambiental

Três Barras/SC apresenta situação sanitária muito heterogênea: a cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%), colocando o município no percentil 100. Em contraste, o saneamento de esgoto é crítico, com coleta de apenas 1,9% (2021) e tratamento de 2,0% (2022) — muito abaixo das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e mesmo da UF (43,6% e 39,7%), posicionando o município nos percentis 2 e 28. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário é agravada por uma perda de água elevada, de 46,3% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (34,6%), indicando ineficiência operacional que compromete tanto a sustentabilidade hídrica quanto os investimentos já realizados em universalização do abastecimento.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: 95,9% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 1,4%, uma redução de 79,3% desde 2010, situando o município no percentil 9 (favorável) nacionalmente. Esse avanço é coerente com a expansão das unidades de destinação, que passaram de 1 para 2 entre 2012 e 2025. Ainda assim, as emissões de resíduos cresceram 41,0% no período (2010–2024), atingindo 7.931 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a melhoria na cobertura de coleta não foi acompanhada de redução proporcional nas emissões associadas à destinação final.

O perfil de emissões de GEE do município é dominado pelo setor de energia, que soma 308.468 tCO₂e em 2024 (percentil 93 nacional), refletindo provavelmente a presença industrial relevante, coerente com a expressiva potência instalada de biomassa (80 MW, estável desde 2010, percentil 91). As emissões totais somaram 317.496 tCO₂e em 2024, com alta de 21,0% desde 2010, ainda que em trajetória de queda frente ao pico de 2019 (517.386 tCO₂e). O investimento público de R$ 18,0 milhões em 2025 é significativamente superior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões), mas ainda distante da média da UF (R$ 133,9 milhões); dado o quadro de defasagem no esgotamento sanitário, esse investimento representa oportunidade relevante para priorizar tratamento de esgoto e redução de perdas de água, áreas onde o município mais diverge do desempenho nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.9%

2024

70
70.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.5%

2023

35.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

5.2%

2023

857.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.2%

2024

21
3.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.9%

2022

93
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.4%

2022

91
79.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

80 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

317.496 tCO₂e

2024

29
21.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.931 tCO₂e

2024

41
41.0% no período

Emissões de energia

SEEG

308.468 tCO₂e

2024

7
62.0% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 18.0 mi

2025

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.