Três CoraçõesMG
78.079 habitantes · IBGE 3169307
Resumo socioambiental
Três Corações apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento mas fragilidades estruturais em perdas de água e emissões. A cobertura de água atingiu 85,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média mineira (84,3%), mas ainda 7,5% abaixo do patamar observado em 2008. A perda de água, por outro lado, é preocupante: 37,8% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (35,0%), com tendência de alta de 15,4% desde 2008 — indicando ineficiência na distribuição que pressiona a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura.
No esgotamento sanitário, a coleta caiu para 86,2% em 2021 (variação de -12,2% desde 2007), ficando abaixo da mediana nacional (87,8%), embora ainda superior à média de Minas Gerais (85,0%). O ponto positivo é o salto no tratamento de esgoto, que alcançou 42,5% em 2022 — mais que dobrando desde 2021 (24,5%) — superando a mediana nacional (37,7%) e aproximando-se da média estadual (44,5%). Esse avanço no tratamento, contudo, ocorre com apenas 1 ETE registrada (2020), sugerindo concentração operacional que pode limitar ganhos futuros de escala.
Na gestão de resíduos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 91,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para apenas 3,6%, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e da média mineira (7,4%). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 23,3% entre 2010 e 2024, atingindo 41.525 tCO₂e — no percentil 92 nacional, o que contrasta com a boa cobertura de coleta e indica que o problema está mais na destinação final (decomposição em aterros) do que no acesso ao serviço.
O balanço climático geral é positivo: as emissões totais de GEE caíram 26,3% desde 2010, para 363.474 tCO₂e em 2024, refletindo quedas expressivas em energia (-31,7%). Ainda assim, o município permanece no percentil 74 nacional em emissões totais, evidenciando que, apesar da trajetória de queda, Três Corações mantém pegada de carbono elevada relativa a outros municípios brasileiros, com o setor de resíduos como vetor de crescimento a ser monitorado nos próximos ciclos de gestão.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
41.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
363.474 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
41.525 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
144.770 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
