Três de MaioRS
25.452 habitantes · IBGE 4321808
Resumo socioambiental
Três de Maio/RS apresenta cobertura de água de 76,5% em 2022, patamar idêntico à mediana nacional (76,5%), mas abaixo da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 50 do país. O indicador chama atenção pela reversão observada na série histórica: entre 2018 e 2021 a cobertura manteve-se estável em 80,0%, recuando para 76,5% em 2022. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de 24,3% (2021) para 32,2% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média gaúcha (36,5%). Essa reversão brusca, após anos de melhora contínua desde 2014 (quando o índice chegou a 19,4% em 2018), sugere possível problema pontual de manutenção da rede ou mudança metodológica de aferição que merece verificação junto ao operador do serviço.
Na gestão de resíduos sólidos, o município exibe bom desempenho relativo: 89,5% dos domicílios com coleta em 2022 (mediana nacional de 76,9%, percentil 76) e apenas 8,7% com destinação inadequada, bem abaixo da mediana do país (14,9%), ainda que acima do padrão estadual (4,5%). Essa cobertura elevada de coleta, entretanto, não se traduz em baixas emissões do setor: as emissões de resíduos alcançaram 12.551 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 74. O município também conta com apenas 1 unidade de destinação registrada (2025), igual à mediana nacional, mas muito aquém da média estadual (63 unidades), indicando dependência de poucas estruturas para tratamento final e possível pressão sobre a capacidade de destinação a médio prazo.
O perfil de emissões totais reforça esse quadro de intensidade ambiental elevada frente ao padrão nacional. As emissões totais de GEE somaram 209.298 tCO₂e em 2024, bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e, percentil 61), com destaque para o setor de energia, que cresceu 23,2% na última leitura e atingiu 98.491 tCO₂e — mais de cinco vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 81). Esse crescimento constante das emissões energéticas desde 2010 (quando eram 79.956 tCO₂e) indica intensificação do consumo energético local, provavelmente vinculada à atividade agroindustrial da região, sem contrapartida proporcional em geração renovável, já que a potência hidráulica instalada (5 MW em 2024) segue abaixo da mediana nacional (6 MW).
Do ponto de vista hídrico, o município apresenta índice de segurança hídrica de 5.000 (2035), superior tanto à mediana nacional (4.000) quanto à média estadual (3.895), posicionando-se no percentil 100 — o melhor cenário projetado do país. Contudo, os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram 1 registro de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional, sinalizando exposição a eventos climáticos que, combinados ao aumento recente da perda de água na rede, reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da infraestrutura hídrica e de políticas
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
34.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
209.298 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.551 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
98.491 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
