Três FronteirasSP

7.013 habitantes · IBGE 3554904

IA

Resumo socioambiental

Três Fronteiras/SP apresenta um dos quadros de saneamento mais sólidos do país. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (96,6%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto chegou a 99,2% (2024), muito superior à mediana nacional (59,9%) e à média paulista (92,5%), enquanto o tratamento de esgoto atingiu 100,0% em 2023, o triplo da mediana nacional (33,3%) e bem acima do índice estadual (66,6%). Essa universalização é coerente com o baixo percentual de destino inadequado de dejetos nos domicílios (6,9% em 2022), embora esse indicador ainda esteja acima do padrão paulista (1,0%), sugerindo espaço de melhoria pontual mesmo com a rede formal praticamente universalizada.

A eficiência operacional do sistema de água também se destaca: a perda de água caiu para 12,0% em 2024, uma redução acumulada de 40,5% desde 2010, situando o município no percentil 9 nacional (ou seja, entre os menores índices de perda do país), bem abaixo da mediana (29,1%) e da UF (28,2%). Esse resultado indica investimento contínuo em manutenção e monitoramento da rede, refletindo diretamente na qualidade do abastecimento sem desperdício significativo de recursos hídricos.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 61.870 tCO₂e em 2024, com queda de 4,5% frente à série histórica e valor bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 26. As emissões de energia também recuaram (-9,1%, para 3.196 tCO₂e), mantendo-se muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Chama atenção, porém, o crescimento persistente das emissões de resíduos, que subiram 31,4% na década, chegando a 5.643 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória contrária à do esgoto tratado, o que sugere que o avanço no saneamento não foi acompanhado de mesma eficácia na gestão de resíduos sólidos.

Em síntese, Três Fronteiras combina saneamento básico universalizado e baixas perdas hídricas com um perfil de emissões controlado e abaixo da média nacional, exceto pelo componente de resíduos, que merece atenção da gestão local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que, somado aos demais indicadores, reforça um quadro socioambiental favorável, mas com necessidade de monitoramento contínuo da gestão de resíduos sólidos para sustentar a trajetória positiva.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
11.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.2%

2024

96
0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

42.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.0%

2024

91
40.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.5%

2022

81
4.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.9%

2022

69
46.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.870 tCO₂e

2024

74
4.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.643 tCO₂e

2024

53
31.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.196 tCO₂e

2024

87
9.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.