Três RiosRJ
82.300 habitantes · IBGE 3306008
Resumo socioambiental
Três Rios apresenta cobertura de água consolidada em 96,9% (2022), muito acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado do Rio de Janeiro (89,1%), colocando o município no percentil 81. Contudo, esse desempenho convive com uma perda de água que saltou para 52,7% em 2022, revertendo bruscamente uma trajetória de melhora contínua desde 2017 (quando chegou a 11,6%). Esse salto expressivo — variação de +37,8% no indicador — sinaliza possível problema de medição, macromedição ou falha operacional na rede, e merece investigação prioritária, pois coloca o município no percentil 87 nacional (pior que a mediana de 29,9% e que a média estadual de 48,6%).
Na área de esgotamento sanitário, a coleta é robusta (95,0% em 2021, percentil 59, acima da mediana nacional de 87,8%), mas o tratamento efetivo é crítico: apenas 13,5% do esgoto coletado é tratado (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média fluminense (56,6%), posicionando o município no percentil 36. Chama atenção que o tratamento já alcançou 35,5% em 2010, mas caiu para patamares residuais (3–4%) entre 2014 e 2021, com recuperação parcial recente. Com apenas 1 ETE registrada (2020) para atender a população, a lacuna entre coleta e tratamento indica que a maior parte do esgoto captado é lançada sem tratamento adequado nos corpos hídricos — um risco direto à qualidade da água e à saúde pública.
No eixo de resíduos sólidos, o quadro é ambivalente: o destino inadequado de domicílios caiu para 1,2% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (2,0%), com melhora de 54,1% desde 2010. Por outro lado, a coleta domiciliar de resíduos recuou para 83,1% (2022), queda de 14,6% frente aos 97,3% de 2010, o que é inconsistente com a baixa taxa de destino inadequado e sugere possível descontinuidade metodológica entre os censos ou mudança na forma de descarte não capturada pelo indicador. As emissões de resíduos cresceram 28,8% desde 2010, atingindo 70.346 tCO₂e em 2024 — no percentil 95 nacional, muito acima da mediana (6.191 tCO₂e) — o que é coerente com o baixo tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos em gestão de resíduos e efluentes.
Em emissões totais de GEE, o município soma 274.417 tCO₂e em 2024, praticamente estável frente a 2023 (+1,1%), no percentil 68 nacional. A energia é o maior componente (189.707 tCO₂e), com leve queda de 2,7%, enquanto resíduos crescem de forma consistente. A potência hidráulica instalada saltou de 10 MW para 93 MW entre 2012 e 2013, mantendo-se estável desde então (percentil 84), o que evidencia relevante infraestrutura energética local. Não há registros expressivos de eventos extremos (uma cheia em 2016, sem seca reportada), mas a combinação de perdas hídricas elevadas, baixo tratamento de esgoto e emissões de resíduos crescentes aponta para a necessidade de
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
78.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
13.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
36.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
93 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
93 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
274.417 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
70.346 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
189.707 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
