Treze de MaioSC

7.585 habitantes · IBGE 4218400

IA

Resumo socioambiental

Treze de Maio/SC apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em saneamento domiciliar convivendo com fragilidades estruturais no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 47,0% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 18 — entre os mais baixos do país. Chama atenção o recuo de 52,5% (2023) para 47,0% (2024), interrompendo uma trajetória de crescimento consistente desde 2010. A perda de água, por sua vez, ficou em 29,5% em 2024, próxima da mediana nacional (29,1%) e abaixo da UF (32,3%), indicando que o problema do município está mais na baixa cobertura do serviço do que na eficiência da rede.

Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores são favoráveis: a coleta domiciliar alcançou 93,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e próxima do patamar catarinense (89,7%), refletindo forte evolução desde 2010 (71,5%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 5,0% em 2022, uma redução acentuada frente aos 28,5% de 2010, embora ainda acima do valor de referência de Santa Catarina (3,2%). Essa melhora na destinação, contudo, não se traduziu em redução das emissões de resíduos, que somaram 3.753 tCO₂e em 2024, com alta de 33,0% desde 2010 — um crescimento persistente possivelmente ligado ao aumento do volume coletado e disposto, ainda que o indicador permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, o município registrou 81.297 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 34), após oscilação acentuada nos últimos anos, com pico de 117.975 tCO₂e em 2022. As emissões de energia somaram 13.607 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional, enquanto a potência hidráulica instalada é modesta (1 MW), muito aquém da mediana nacional (10 MW), sugerindo baixa diversificação da matriz energética local.

Em síntese, Treze de Maio combina um sistema de coleta e destinação de resíduos em estágio avançado com uma cobertura de abastecimento de água crítica e em retração recente, configurando prioridade clara para investimentos em infraestrutura hídrica. O registro único de cheia em 2016, sem dados mais recentes, limita a análise de riscos hidrológicos, mas reforça a necessidade de monitoramento contínuo diante da vulnerabilidade já identificada no abastecimento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.0%

2024

18
33.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.5%

2024

49
10.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
30.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.0%

2022

76
82.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

23
212.5% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

81.297 tCO₂e

2024

66
1.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.753 tCO₂e

2024

68
33.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.607 tCO₂e

2024

57
5.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.