Treze TíliasSC

9.308 habitantes · IBGE 4218509

IA

Resumo socioambiental

Treze Tílias apresenta saneamento em trajetória de melhora, mas ainda com lacunas relevantes no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 84,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 62. A coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente (+92,4% desde 2007), chegou a apenas 56,4% em 2021, ficando abaixo da mediana do Brasil (87,8%) — ainda que acima da média estadual (43,6%), refletindo um cenário estadual historicamente deficitário nesse quesito. Já o tratamento de esgoto evoluiu de forma notável, alcançando 75,6% em 2022 (+248,9% desde 2008), superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a UF (39,7%), no percentil 74 — indicando que, apesar da baixa cobertura de coleta, o que é coletado é tratado com eficiência relativamente alta, sustentado por apenas 1 ETE no município.

As perdas de água seguem em patamar moderado, com 27,6% em 2022, levemente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), mostrando estabilidade após picos históricos (chegou a 44,6% em 2010). O indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 4,4% em 2022 (-56,9% desde 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média catarinense (3,2%). Por outro lado, a coleta domiciliar de resíduos recuou para 77,9% (percentil 52), uma queda de 13,2% em relação a 2010, sinalizando possível descompasso entre expansão populacional e capacidade de coleta.

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram 33,7% desde 2010, atingindo 162.456 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 55. O destaque negativo é o setor de energia, com 83.536 tCO₂e (+92,1% desde 2010), muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 79 — indicando forte dependência de fontes emissoras nesse setor. As emissões de resíduos também cresceram 90,2%, para 6.345 tCO₂e, ligeiramente acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), coerente com o aumento populacional e a menor cobertura de coleta domiciliar observada recentemente.

Quanto a eventos hídricos extremos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 5 registros de seca, acima da mediana nacional (0) e distante do patamar estadual (857), sugerindo maior vulnerabilidade a estiagens do que a inundações. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,702), no percentil 88, indicando perspectiva relativamente favorável para o abastecimento futuro, desde que mantidos os investimentos em infraestrutura de água e tratamento observados na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.5%

2024

54
9.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.1%

2024

30
25.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.3%

2024

44
5.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.8%

2024

37
21.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.9%

2022

52
13.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.4%

2022

78
56.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

162.456 tCO₂e

2024

45
33.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.345 tCO₂e

2024

49
90.2% no período

Emissões de energia

SEEG

83.536 tCO₂e

2024

21
92.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.