TrindadeGO
150.858 habitantes · IBGE 5221403
Resumo socioambiental
Trindade/GO apresenta quadro sanitário misto em 2024: a cobertura de água caiu para 85,9%, recuo de 3,7% frente a anos anteriores e abaixo do patamar de 100% registrado em 2018, embora ainda supere a mediana nacional de 73,2% (percentil 70). Já a coleta de esgoto avançou para 85,8%, com salto de 121,1% desde 2009, superando a mediana nacional (59,9%) e a média estadual (76,3%). O destaque é o tratamento de esgoto, que saltou de 66,6% em 2023 para 93,5% em 2024, ficando muito acima da mediana nacional (33,3%) e da UF (66,6%), posicionando o município no percentil 95 do país — resultado notável considerando que o município opera apenas 1 ETE (dado de 2020), sugerindo ganho de eficiência na estação existente. A perda de água também recuou para 23,7%, abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (25,3%), indicando melhoria na gestão da rede, embora o indicador tenha oscilado nos últimos anos.
No manejo de resíduos sólidos, os domicílios com coleta atingem 96,9% (2022) e o destino inadequado caiu para apenas 1,2%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (5,5%), colocando Trindade no percentil 8 (favorável) do país. Contudo, o município mantém apenas 1 unidade de destinação (2023), igual à mediana nacional, mas distante das 7 unidades médias da UF, o que pode representar risco de concentração operacional.
O ponto crítico do dossiê são as emissões de GEE, que somaram 469.591 tCO₂e em 2024, alta de 25,7% desde 2010, situando o município no percentil 79 nacional. As emissões de resíduos cresceram de forma acentuada (+148,7%, para 79.319 tCO₂e), no percentil 96 do país — um contraste relevante, já que a boa cobertura de coleta e tratamento de esgoto não impediu o aumento das emissões ligadas ao setor de resíduos, provavelmente associado à disposição final ainda concentrada. As emissões de energia também subiram 88,5% (162.815 tCO₂e, percentil 87), reforçando que o avanço na infraestrutura sanitária ainda não se traduziu em contenção das emissões setoriais.
Não há registros de cheias ou secas reportados para o município (ambos 0 em 2016), enquanto a UF registrou 29 e 20 ocorrências, respectivamente, mas a defasagem temporal desses dados limita conclusões sobre risco hídrico atual. Em síntese, Trindade avançou de forma expressiva no tratamento de esgoto e na redução de perdas de água e destino inadequado de resíduos, mas enfrenta desafio de sustentabilidade ambiental representado pelo crescimento contínuo das emissões de GEE, especialmente nos setores de resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
93.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Clima
Emissões de GEE
SEEG
469.591 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
79.319 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
162.815 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
