TriunfoRS
28.414 habitantes · IBGE 4322004
Resumo socioambiental
Triunfo/RS apresenta um quadro de saneamento crítico, mesmo com desempenho ambiental urbano relativamente favorável em outros aspectos. A cobertura de água atingiu 59,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 30. Já a coleta e o tratamento de esgoto permanecem em 0,0% desde 2016, contra medianas nacionais de 87,8% e 37,7%, respectivamente — um dos indicadores mais graves do dossiê, colocando Triunfo no percentil 1 nacional em coleta. Por outro lado, a perda de água na distribuição caiu para 15,7% em 2022 (queda de 48,1% desde 2008), bem melhor que a mediana nacional (29,9%) e a gaúcha (36,5%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da baixa cobertura.
Os indicadores de resíduos sólidos domiciliares são positivos: 92,3% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 1,0% tem destinação inadequada, ambos melhores que as medianas nacional e estadual. Contudo, essa eficiência na coleta não se traduz em tratamento adequado do material coletado, já que o município mantém apenas 1 unidade de destinação desde 2020 — mesmo número da mediana nacional, mas muito distante das 63 unidades do RS. A ausência de tratamento de esgoto combinada com a estagnação nas unidades de destinação sugere um gargalo estrutural de infraestrutura de saneamento que não acompanha a boa performance na coleta domiciliar.
No campo climático, Triunfo é emissor relevante: as emissões totais de GEE somaram 630.205 tCO₂e em 2024, alta de 55% desde 2010, situando o município no percentil 84 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia dispararam 124,6% no período, chegando a 181.476 tCO₂e (percentil 89), e as de resíduos mais que dobraram (+108,9%), atingindo 11.207 tCO₂e (percentil 69), refletindo o efeito cumulativo da falta de tratamento de esgoto e da geração de resíduos sem destinação plena. A matriz energética local é heterogênea: a biomassa mantém-se estável em 74 MW (percentil 90), mas a potência solar está estagnada em 550 kW desde 2022 (percentil 39), enquanto a térmica fóssil recuou para 30 MW (queda de 59,7% desde 2021), mostrando uma transição parcial, ainda insuficiente para conter o crescimento das emissões.
O município registrou um evento de cheia e um de seca em 2016, ambos únicos na série disponível, sem indicar tendência crônica. Em síntese, Triunfo apresenta força na gestão de resíduos domiciliares e no controle de perdas hídricas, mas exige atenção prioritária em coleta e tratamento de esgoto — ausentes há quase uma década — e em política energética, dado o crescimento acelerado das emissões associadas a energia e resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
49.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
105 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
550 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
30 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
71.4%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
550 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
630.205 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.207 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
181.476 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
