TrombasGO
3.106 habitantes · IBGE 5221452
Resumo socioambiental
Trombas/GO apresenta cenário misto em saneamento e emissões, com destaque positivo para o abastecimento de água e sinais de alerta em perdas hídricas e manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 100. Entretanto, a perda de água no sistema saltou de valores marginais (0,7% a 9,0% entre 2010 e 2019) para 40,3% em 2022, variação acumulada de +2.112,6% na série, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a de Goiás (27,8%). Esse quadro indica ineficiência operacional crescente na distribuição, mesmo com cobertura universalizada — um paradoxo que merece atenção prioritária da gestão local.
No eixo de resíduos, a coleta domiciliar alcançou 67,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil estadual (89,7%), refletindo-se no elevado percentual de destinação inadequada de domicílios (32,6%), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média goiana (5,5%). Ainda assim, houve melhora de -14,8% nesse indicador desde 2010, sugerindo avanço lento, porém consistente. As emissões de resíduos, por sua vez, são comparativamente baixas (1.696 tCO₂e em 2024, percentil 8 nacional), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município (~3.106 habitantes), mas o descompasso entre baixa coleta e destinação inadequada elevada aponta para deficiência estrutural no sistema de gestão de resíduos que ainda não se traduziu em maior pressão de emissões.
Quanto ao perfil de emissões totais de GEE, Trombas registrou 338.324 tCO₂e em 2024, com queda de -3,0% em relação a 2010, mas patamar bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 73. As emissões de energia chamam atenção pelo crescimento expressivo (+650,0% desde 2010, atingindo 13.674 tCO₂e em 2024), embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Essa trajetória ascendente, especialmente o salto entre 2023 e 2024, sugere expansão do consumo energético local que deve ser monitorada frente às metas de transição de baixo carbono.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016 (ambos zero), enquanto o estado de Goiás apresentou 29 e 20 ocorrências, respectivamente, no mesmo ano — indicando ausência de sinalização de risco hidroclimático crítico no histórico disponível, embora a defasagem temporal desses dados limite conclusões atuais. Em síntese, Trombas combina avanços notáveis em abastecimento de água com desafios significativos em eficiência hídrica, cobertura de coleta de resíduos e controle de emissões energéticas, exigindo ações integradas de manutenção da rede de distribuição e ampliação da gestão de resíduos sólidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
42.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
338.324 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.696 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.674 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
