TufilândiaMA
5.633 habitantes · IBGE 2112274
Resumo socioambiental
Tufilândia/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 18,2% em 2022, ante mediana nacional de 73,2% e média estadual de 53,5% — a série histórica é marcada por forte instabilidade, com picos artificiais de 100% em 2016-2017 seguidos de queda abrupta, sugerindo possível inconsistência de medição ou interrupção do serviço. A coleta de esgoto atende apenas 29,0% dos domicílios (2022), muito aquém da mediana nacional de 76,9%, posicionando o município no percentil 3 do país. Mais grave ainda é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que afeta 59,8% dos domicílios, valor extremamente elevado frente à mediana nacional de 14,9% e à média estadual de 29,4%, colocando Tufilândia no percentil 97 — entre os piores do Brasil nesse quesito.
A perda de água na distribuição caiu drasticamente para 0,1% em 2022, ante 48,7% em 2021, resultado que contrasta com a baixíssima cobertura e reforça a hipótese de que o sistema de abastecimento opera de forma muito limitada ou intermitente, não permitindo comparação direta de eficiência com a mediana nacional (29,1%).
Em relação a emissões de GEE, o município registrou 98.927 tCO₂e em 2024, valor abaixo do pico de 572.140 tCO₂e em 2022, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é próxima, ficando no percentil 40). As emissões por resíduos cresceram +90,6% desde 2010, atingindo 2.330 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a precariedade da destinação de resíduos domiciliares identificada no Censo, indicando que a deficiência de gestão de resíduos sólidos tem reflexo direto no aumento das emissões setoriais, ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 16). As emissões de energia, embora com participação pequena no total, saltaram +192,6% no período, com oscilação abrupta entre 2022 (63 tCO₂e) e 2023 (3.605 tCO₂e), o que demanda verificação da qualidade do dado.
Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 2 ocorrências de cheia e 2 de seca, valores acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), posicionando o município nos percentis 87 e 64, respectivamente. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deve recair sobre a ampliação da cobertura de água e esgotamento sanitário, com atenção especial à destinação adequada de resíduos sólidos, cuja precariedade já se reflete no aumento das emissões do setor e amplia a vulnerabilidade da população a eventos climáticos extremos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
18.2%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
0.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
29.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
59.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
98.927 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.330 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.610 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
