TumiritingaMG
5.973 habitantes · IBGE 3169505
Resumo socioambiental
Tumiritinga/MG apresenta um quadro de saneamento básico deteriorado e abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água caiu para 65,5% em 2022, uma queda de -26,5% frente ao início da série histórica, posicionando o município no percentil 37 nacional (mediana Brasil: 76,5%; mediana MG: 84,3%). A coleta de esgoto também recuou de forma acentuada, de 100% em anos anteriores para 67,0% em 2021 (variação de -33,0%), abaixo da mediana nacional (87,8%) e estadual (85,0%). Em contraste, o tratamento de esgoto se mantém em 100,0% desde 2016, colocando o município no percentil 100 nacional — um desempenho muito superior à mediana brasileira de apenas 37,7%, o que indica que, apesar da queda na cobertura de coleta, todo o esgoto efetivamente coletado é tratado.
A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: atingiu 29,7% em 2022, um salto de +66,7% desde 2008, ficando próxima da mediana nacional (29,9%) mas ainda preocupante pela trajetória de deterioração contínua desde 2014. Esse aumento de perdas, combinado à redução da cobertura de água e esgoto, sugere subinvestimento ou desgaste da infraestrutura de saneamento no período recente. Do lado dos domicílios, houve melhora relativa: a coleta domiciliar de resíduos subiu para 80,6% em 2022 (+15,8% desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 18,2% (-40,3%), ainda acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima do padrão mineiro (7,4%).
Nas emissões de GEE, o município registrou 86.408 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 36), com oscilações ao longo da série sem tendência linear clara. As emissões de resíduos somaram 4.762 tCO₂e (+24,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional, mas em trajetória de crescimento que acompanha o aumento da geração de resíduos domiciliares. Já as emissões de energia cresceram significativamente (+71,6%), embora permaneçam em patamar baixo (percentil 11). Por fim, o único registro disponível de eventos climáticos (2016) aponta 8 ocorrências de cheia, no percentil 100 nacional, sinalizando vulnerabilidade hidrológica que reforça a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura de água e esgoto para reduzir riscos socioambientais combinados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
55.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
86.408 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.762 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.954 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
8
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
