Tunas do ParanáPR

6.302 habitantes · IBGE 4127882

IA

Resumo socioambiental

Tunas do Paraná apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento e emissões, mas fragilidades operacionais que exigem atenção. A cobertura de água atingiu 72,4% em 2024, alta de 20,0% no período, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média paranaense (89,5%), posicionando o município no percentil 49. Já a perda de água, que idealmente deveria cair, chegou a 28,7% em 2024 — praticamente equivalente à mediana nacional (29,1%) e ao patamar do Paraná (29,0%) —, indicando ineficiência operacional que compromete parte do ganho obtido na ampliação da cobertura.

No manejo de resíduos, o município está em situação relativamente favorável: 88,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), embora com leve recuo de 3,8% frente a 2010. O destino inadequado de resíduos caiu para 5,3%, valor bem inferior à mediana do país (14,9%) e próximo da média estadual (5,6%), colocando Tunas do Paraná no percentil 25 (quanto menor, melhor). Chama atenção, porém, o crescimento de 68,7% nas emissões de resíduos desde 2010, atingindo 2.879 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, sugerindo que a expansão da coleta não foi acompanhada de tratamento mais limpo dos rejeitos.

Em emissões totais de GEE, houve queda expressiva de 82,2% em relação a 2010, fechando 2024 em 15.597 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora a série histórica mostre grande volatilidade, com picos superiores a 300 mil tCO₂e em 2022. As emissões de energia somaram 11.972 tCO₂e, também abaixo da mediana do país (18.929 tCO₂e), enquanto a capacidade solar instalada estagnou em 825 kW desde 2023, ligeiramente abaixo da mediana nacional (908 kW), indicando espaço para expansão da geração renovável local.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de risco hídrico-climático recente. Em síntese, o município evoluiu positivamente em cobertura de água e destinação de resíduos, mas precisa priorizar a redução de perdas no sistema de abastecimento e conter o crescimento das emissões ligadas a resíduos, aproveitando o bom desempenho relativo em emissões totais como base para políticas de eficiência energética e hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.4%

2024

49
20.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.7%

2024

51
9.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.4%

2022

74
3.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.3%

2022

75
35.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

825 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

825 kW

2024

48
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

825 kW

2024

48
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

15.597 tCO₂e

2024

94
82.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.879 tCO₂e

2024

77
68.7% no período

Emissões de energia

SEEG

11.972 tCO₂e

2024

60
6.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.