TunasRS

3.739 habitantes · IBGE 4322152

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Resumo socioambiental

Tunas/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no abastecimento de água e na coleta de esgoto, mas fragilidades importantes em tratamento de esgoto, destinação de resíduos domiciliares e, mais recentemente, em perdas no sistema de água. A cobertura de água atingiu 99,9% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), colocando o município no percentil 89. A coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando com folga a mediana nacional (87,8%) e a UF (49,5%), posicionando Tunas no percentil 100 — um resultado de destaque na série histórica, que partiu de apenas 36,4% em 2010.

Esses avanços em infraestrutura, no entanto, contrastam com o tratamento de esgoto, que caiu para 12,3% em 2022 (variação de -20,6% desde 2011), abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (30,8%), no percentil 35. Ou seja, o município coleta praticamente todo o esgoto gerado, mas trata uma fração pequena, o que representa um gargalo ambiental relevante — o esgoto coletado sem tratamento adequado tende a ser lançado in natura em corpos hídricos. Some-se a isso o salto na perda de água, que passou de 0,2% em 2021 para 50,0% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) e a média da UF (36,5%), no percentil 85 — um retrocesso abrupto que merece investigação técnica e prioridade de investimento.

No que se refere a resíduos sólidos domiciliares, o quadro é o mais crítico do dossiê: apenas 44,2% dos domicílios têm coleta (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), no percentil 10, enquanto 55,0% dos domicílios ainda têm destinação inadequada de resíduos, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e doze vezes a UF (4,5%), no percentil 95. Apesar disso, as emissões de resíduos permanecem relativamente baixas em termos absolutos (1.285 tCO₂e em 2024, percentil 9), sugerindo que o problema é mais de cobertura de serviço do que de volume de geração.

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE cresceram 82,7% entre 2010 e 2024, atingindo 262.033 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 67), com forte oscilação e pico em 2021 e 2024 — possivelmente ligado a mudanças no uso da terra, já que energia e resíduos têm participação pequena e até declinante (energia caiu 16,6% no período). A segurança hídrica, com índice 3,0 projetado para 2035, fica abaixo da mediana nacional e da UF (4,0 e 3,895, no percentil 50), e os registros de cheia e seca em 2016 indicam exposição a eventos hidrológicos extremos, reforçando a necessidade de integrar investimentos em saneamento, controle de perdas e gestão de resíduos a uma agenda de adaptação climática local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.9%

2024

30
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.8%

2024

20
26.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
20.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.2%

2022

10
47.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.0%

2022

5
21.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

262.033 tCO₂e

2024

33
82.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.285 tCO₂e

2024

96
8.3% no período

Emissões de energia

SEEG

3.820 tCO₂e

2024

84
16.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.