Tupanci do SulRS

1.398 habitantes · IBGE 4322186

IA

Resumo socioambiental

Tupanci do Sul/RS apresenta desempenho destacado em abastecimento de água, com cobertura de 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 89. As perdas na distribuição também são baixas, em 9,1% (2022), ante mediana nacional de 29,9% e UF de 36,5%, embora tenha havido leve piora frente aos anos de 2017 a 2021, quando o índice chegou a zero. A coleta de esgoto, por outro lado, tem dado defasado (99,0% em 2014, sem atualização), e o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde a última medição, abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (30,8%) — uma lacuna estrutural relevante que contrasta com a excelência no fornecimento de água.

No manejo de resíduos sólidos, o quadro é mais preocupante: apenas 68,4% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), com percentil 37 e queda de 4,2 pontos desde 2010. O destino inadequado de resíduos atinge 24,6% dos domicílios, bem acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à UF (4,5%), situando o município no percentil 67 — um dos indicadores mais críticos do dossiê. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 37,7% desde 2010, atingindo 1.069 tCO₂e em 2024, na contramão da tendência de redução observada em outras fontes emissoras.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva de 59,4% desde 2010, com 37.827 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e à UF, situando-o no percentil 15 (baixa emissão relativa). Contudo, as emissões de energia cresceram 185% no período, alcançando 4.054 tCO₂e em 2024, embora ainda distantes da mediana nacional. Não há registros de cheia em 2016, mas foram identificadas 4 ocorrências de seca no mesmo ano, indicador que reforça a necessidade de monitoramento hídrico contínuo, especialmente diante da relevância do abastecimento de água para o município.

Em síntese, Tupanci do Sul combina excelência em abastecimento de água com deficiências estruturais em saneamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, sendo estas últimas as áreas prioritárias para investimento público, dado seu impacto direto na saúde ambiental e no aumento das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
6.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.0%

2014

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2014

Perda de água

SNIS/SINISA

48.0%

2024

18
4.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.4%

2022

37
4.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.6%

2022

33
13.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

37.827 tCO₂e

2024

85
59.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.069 tCO₂e

2024

98
37.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.054 tCO₂e

2024

83
185.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.