TupanciretãRS
20.345 habitantes · IBGE 4322202
Resumo socioambiental
Tupanciretã apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 97,8% em 2022, salto de +30,3 pontos percentuais frente à série histórica e patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 83 do país. Esse ganho, contudo, convive com um índice de perdas de água elevado, de 38,8% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e também acima do referencial estadual (36,5%) —, indicando que a ampliação da cobertura não veio acompanhada de eficiência operacional na distribuição, o que compromete parte do benefício alcançado e sinaliza necessidade de investimento em manutenção de rede.
No saneamento de resíduos sólidos, o quadro é misto: a coleta domiciliar caiu para 76,2% em 2022 (ante 80,3% em 2010), ficando próxima da mediana nacional (76,9%) mas abaixo do padrão gaúcho (82,7%). O destino inadequado de resíduos também recuou para 14,5%, uma melhora relativa de 26,3% desde 2010, porém ainda distante do resultado estadual (4,5%). Esse cenário de gestão de resíduos ainda incompleta se reflete nas emissões do setor, que cresceram +4,0% desde 2010, chegando a 11.204 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, evidenciando que a redução no descarte inadequado não foi suficiente para conter o impacto climático associado aos resíduos.
O balanço de emissões totais de GEE é o ponto mais positivo do dossiê: houve queda de 52,5% entre 2010 e 2024, chegando a 328.152 tCO₂e, com forte recuo nos últimos dois anos. Ainda assim, o valor permanece bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 72. As emissões de energia mantiveram-se relativamente estáveis (-1,6%), em 32.165 tCO₂e, também superiores à mediana do país (18.929 tCO₂e).
Em termos hidrológicos, o município registrou eventos de cheia (1 registro) e seca (4 registros) em 2016, ambos abaixo dos totais estaduais, mas superiores à mediana nacional (zero), o que reforça a relevância de investimentos contínuos em infraestrutura hídrica, especialmente diante das perdas de água ainda elevadas no sistema de abastecimento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
328.152 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.204 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
32.165 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
