TupãssiPR

8.204 habitantes · IBGE 4127957

IA

Resumo socioambiental

Tupãssi/PR apresenta um quadro de saneamento com sinais de alerta técnico importantes, apesar de indicadores históricos favoráveis. A cobertura de água chegou a 88,9% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (89,5%), situando o município no percentil 75 do país. Contudo, o dado mais crítico é a perda de água, que saltou para 61,4% em 2024 — um salto expressivo frente aos 33,9% de 2022 e níveis historicamente baixos (abaixo de 5% até 2021) —, colocando Tupãssi no percentil 91 nacional, ou seja, entre os piores índices de perda do país e bem acima da mediana (29,1%) e da média do Paraná (29,0%). Essa deterioração aguda sugere problemas operacionais ou de medição na rede de abastecimento que merecem investigação prioritária, já que compromete a eficiência do investimento em cobertura já alcançado.

No manejo de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a coleta domiciliar atingiu 85,9% em 2022 (percentil 68, acima da mediana nacional de 76,9%, embora abaixo dos 90,0% do Paraná), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 11,9%, uma redução de 31,1% desde 2010. Essa melhora na gestão de resíduos é coerente com a trajetória das emissões do setor, que recuaram para 4.250 tCO₂e em 2024 (-16,9% em relação ao pico), ficando abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — evidência de que os investimentos em coleta têm reflexo direto na redução de emissões associadas a resíduos.

Por outro lado, o balanço de gases de efeito estufa é preocupante quando se olha o total: as emissões subiram para 148.265 tCO₂e em 2024, um crescimento de 41,3% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 52. O principal vetor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões cresceram 48,1% no período, atingindo 32.000 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e no percentil 61, indicando pressão crescente do consumo energético local sobre o perfil de emissões do município.

Os registros de eventos hidrológicos extremos (uma cheia e duas secas registradas em 2016) são pontuais na série disponível, mas já posicionavam o município em percentis elevados (76 e 64, respectivamente) frente à mediana nacional nula, sinalizando exposição a riscos climáticos que merecem monitoramento contínuo, especialmente diante do aumento das perdas hídricas e das emissões energéticas identificado nos anos seguintes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.9%

2024

75
2.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

61.4%

2024

9
391.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.9%

2022

68
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.9%

2022

56
31.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

148.265 tCO₂e

2024

48
41.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.250 tCO₂e

2024

63
16.9% no período

Emissões de energia

SEEG

32.000 tCO₂e

2024

39
48.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.