TurilândiaMA

33.032 habitantes · IBGE 2112456

IA

Resumo socioambiental

Turilândia/MA apresenta quadro de saneamento crítico e distante dos parâmetros nacionais, apesar de avanços pontuais. A cobertura de água atingiu 45,3% em 2023, com crescimento expressivo de +77,9% frente à série histórica, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (53,5%). Esse avanço, contudo, é ofuscado pelo salto abrupto da perda de água, que passou de 6,5% em 2021 para 53,2% em 2022 — variação de +725,3% — superando a mediana nacional (29,1%) e aproximando-se do patamar já elevado do Maranhão (57,3%). Esse padrão sugere possível falha operacional ou de medição na rede, comprometendo a eficiência do sistema mesmo com a ampliação da cobertura.

Na coleta de resíduos domiciliares, o município evoluiu de 37,5% (2010) para 63,9% (2022), avanço relevante, mas ainded inferior à mediana nacional (76,9%) e muito próximo da média estadual (65,5%), posicionando-se no percentil 30. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 35,6% dos domicílios em 2022 — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (29,4%), colocando Turilândia no percentil 81, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna de gestão de resíduos sólidos se conecta ao aumento constante das emissões de resíduos, que saltaram de 5.221 para 10.685 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+104,7%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 68 — um indício de que a destinação inadequada tem custo climático crescente e mensurável.

Em termos de emissões totais de GEE, houve redução acentuada: de 1.322.911 tCO₂e (2010) para 593.978 tCO₂e em 2024 (-55,1%), com oscilações ao longo da série, provavelmente associadas a mudanças no uso da terra. Ainda assim, o valor permanece muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 83. As emissões de energia também cresceram (+84,6%, para 14.465 tCO₂e em 2024), embora abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que não permite avaliação de risco hidroclimático recente a partir dessa fonte.

Em síntese, Turilândia avançou em cobertura de água e coleta de resíduos nas últimas décadas, mas enfrenta deterioração operacional na rede hídrica e déficit estrutural na destinação de resíduos, que juntos pressionam as emissões setoriais. A convergência entre alto percentil de destino inadequado e crescimento constante das emissões de resíduos aponta para a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de coleta, tratamento e controle de perdas, de modo a consolidar os ganhos recentes e reduzir a pegada ambiental do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.3%

2023

77.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.2%

2022

725.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.9%

2022

30
70.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.6%

2022

19
43.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

593.978 tCO₂e

2024

17
55.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.685 tCO₂e

2024

32
104.7% no período

Emissões de energia

SEEG

14.465 tCO₂e

2024

56
84.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.